Os restos mortais estavam “enterrados a aproximadamente dois metros de profundidade”, com as mãos amarradas e “ferimentos como desmembramento e decapitação” causados por facas, relatou aos jornalistas o chefe da polícia judiciária local, Pablo Inga.
Os corpos foram encontrados na cidade de Pucará, uma região dominada pelo grupo criminoso Los Lobos, ligada à extração ilegal de ouro e cobre, que tem prosperado nos últimos anos.
Dois veículos carbonizados também foram encontrados no local e a polícia está a investigar as circunstâncias do incidente.
Segundo os dados preliminares, os corpos estavam enterrados há cerca de dois dias. As identidades das vítimas ainda não foram confirmadas.
Apesar das políticas severas do presidente Daniel Noboa, a violência armada não diminuiu no Equador, onde grupos criminosas disputam o controlo das rotas do narcotráfico e das minas ilegais.
A polícia foi mobilizada para a área de difícil acesso, após receber relatos de tiroteios.
Vários moradores denunciaram às autoridades o desaparecimento de familiares.
Azuay é uma das 10 províncias que entraram em estado de emergência, em junho, devido ao aumento da violência armada.
O Equador, outrora um refúgio de paz na América Latina, tornou-se um dos países mais violentos da região em apenas alguns anos.
O ano de 2025 terminou com um número recorde de homicídios no Equador, com cerca de 9.300, segundo dados do Ministério do Interior.
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