No início de uma visita de dois dias a Espanha, Macron, acompanhado pela sua esposa, Brigitte Macron, chegou ao palácio real, onde foi recebido por Felipe VI e a esposa, Letizia, e pelo primeiro-ministro, Pedro Sanchez.
Depois, durante um debate na Universidade Complutense, Macron falou sobre a “fadiga democrática” na Europa.
Na sua opinião, esta “fadiga” começou com a desindustrialização, porque “não se cumpriu a promessa” de uma economia que permitisse a todos “viver melhor”.
Isto agravou-se com a “crise demográfica”, que foi reequilibrada pelos europeus com a imigração, o que “perturbou” o “consenso” nas suas sociedades.
Depois, as democracias atravessam uma crise de “eficácia”, a par da complexidade dos processos de decisão e da multiplicação dos contrapoderes, “que criam um fascínio pelos regimes autoritários”.
Isto tem favorecido a emergência de forças “demagógicas” e “extremistas”, estimou Macron, apesar de proporem falsas soluções, porque aparentam “serem mais rápidas”, apesar de serem “simplistas”.
Perante este cenário, decuplicada, nas suas estimativas, por redes sociais e algoritmos sem transparência, Macron defendeu a “retoma do controlo” destas plataformas e da inteligência artificial.
Este tem sido um das últimas batalhas do chefe de Estado, que espera, antes de sair do cargo em maio, interditar as redes sociais aos menores de 15 anos, apesar dos obstáculos jurídicos.
“É uma batalha europeia”, disse no anfiteatro.
Por outro lado, a Europa deve, na sua opinião, aceitar uma “simplificação” drástica para “recuperar a eficácia coletiva”. E “reencontrar a capacidade de inovar” investindo massivamente, “com um orçamento europeu à altura dos problemas e dotado de novos recursos próprios”.
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