O jovem foi identificado como Pepijn van der S, residente na capital, Amesterdão, e foi detido em sua casa, em meados do mês, por uma unidade de elite da polícia neerlandesa, sendo encontrado na posse de armamento pesado.
Em comunicado, a corporação divulgou que o suspeito está também a ser investigado por “tentativa de incitamento ao cometimento de dois homicídios” no estrangeiro, depois de terem sido encontradas informações relacionadas com esta ordem no seu computador portátil.
De acordo com a mesma fonte, não estão descartadas novas detenções relacionadas com este caso.
A polícia federal dos EUA (FBI) comemorou o anúncio da polícia neerlandesa num vídeo divulgado nas redes sociais, destacando o facto de a operação ter sido liderada pela unidade de cibercrime.
“É exatamente assim que deve funcionar o modelo de ‘melhor atleta’ da nova estratégia cibernética do FBI: o parceiro com maior autoridade e acesso assume a iniciativa”, destacou organismo, ao mesmo tempo que agradeceu aos que colaboraram na investigação ao ShinyHunters, especialmente à Polícia Nacional dos Países Baixos.
Na semana passada, o ShinyHunters afirmou ter acedido a vários serviços do FBI e roubado dados pessoais de “todos os funcionários e candidatos” da policia federal norte-americana, ameaçando divulga-los caso não fosse retirado um relatório que contém acusações contra estes agentes maliciosos.
Os atacantes afirmaram ter obtido nomes, moradas, números de telefone e informações sobre familiares de funcionários do FBI, conseguindo recolher entre dois e três terabytes de dados.
O relatório que o grupo ShinyHunters exige que seja removido aborda um ciberataque que afetou um sistema de gestão de aprendizagem (LMS, na sigla em inglês), provocando uma interrupção do serviço para instituições de ensino e estudantes nos Estados Unidos.
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