Mamdani aumentou o orçamento do Serviço da Autarquia para Combater o Antissemitismo, em 26 milhões de dólares.
Este reforço orçamental, para aumentar a proteção dos judeus em Nova Iorque, em mais de 800% face a 2025, segue-se às declarações públicas de Mamdani de apoio ao mandado de captura de Netanyahu, por crimes de guerra e contra a Humanidade, emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Porém, o Estado de Nova Iorque não tem autoridade para cumprir o mandado, o que permitiu a Netanyahu falar na Assembleia Geral da ONU e escapar à detenção.
Mamdani tem qualificado reiteradamente as consequências da política do governo de Netanyahu para a Faixa de Gaza como um “genocídio atroz”.
Por seu lado, Netanyahu acusou Mamdani de ser um “autarca antissemita” e considera que os discursos deste “colocam em perigo os judeus da sua cidade”.
As acusações aos críticos do Executivo de Netanyahu de serem antissemitas e ameaçarem a segurança dos judeus têm sido atribuídas a tentativas de desvio de atenções.
Mandami assumiu, nas redes sociais, “a responsabilidade de apoiar e proteger os nossos munícipes judeus; uma responsabilidade que é de cada um de nós”.
Depois de dizer que o antissemitismo “é real e está a crescer”, acentuou: “O Talmud ensina-nos que quem apoia uma alma, apoia um mundo inteiro, hoje estamos a lançar a primeira estratégia municipal deste tipo”.
Especificou que “aqui, na cidade de Nova Iorque, apesar de os nossos munícipes judeus representarem apenas 12% da população, as estatísticas da Polícia mostram que os delitos de ódio antissemitas são mais de metade de todos os delitos de ódio confirmados. Isto não é apenas inaceitável; é algo a que devemos fazer frente”, disse.
Realçou assim que vai ser a autarquia a “liderar”: “Vamos aumentar os fundos para a prevenção de delitos de ódio en 26 milhões de dólares, o que supõe um aumento de mais de 800% face ao ano passado. Este plano contempla um investimento de 6,4 milhões de dólares em organizações comunitárias que previnem a violência motivada pelo ódio, mais do dobro do investido no ano passado”, argumentou.
Entre estes investimentos incluem dois milhões de dólares para o Jardim do Holocausto, em Queens, e 2,5 milhões de dólares para o Centro de Nova Cultura Judaica, em Brooklyn.
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