“O caso do Ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves, deveria ter sido resolvido de outro modo para estancar este nó górdio.
Luís Neves devia ter colocado o lugar à disposição logo que este caso colapsou.
Montenegro não o demitia, dizia para se manter no cargo, esperava pelas suas explicações e pela época de incêndios.
Montenegro informava os portugueses que tomava a sua decisão em Setembro.
Era assim que este imbróglio se deveria ter resolvido, sem apego ao poder e pelo Estado de Direito.
Nada disto aconteceu e está aqui, como dizia Marcelo Rebelo de Sousa, “um berbicacho”.
Esta conferência de imprensa não correu bem ao MAI, tentando controlar as perguntas dos jornalistas e mostrando pouco à-vontade. O seu discurso inicial poderia ter sido substituído logo pelas perguntas dos jornalistas.
Sinceramente, não acho que a posição do ministro saia reforçada e não sei como se vai resolver este assunto que está a prejudicar o Governo todo.
Diria a conferência “cada cavadela sua minhoca”, quanto mais se mexe ou aprofunda um assunto, mais surpresas, problemas ou segredos se descobrem.
Esta conferência de imprensa desvia a atenção dos exames e deixa respirar o ministro da Educação.
O governo vive, actualmente, neste jogo de pingue-pongue entre o MAI e a Educação.
O país tem mais coisas para resolver do que exames, tanques e atrelados.”
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