A agência de notícias Efe cita um comunicado em que Fahmy lançou um apelo urgente a Washington e a Teerão para que trabalhem “imediatamente” para acalmar a situação, após salientar que a crise atual agravará as perdas para todas as partes, num contexto já marcado pela recessão económica que afeta o cenário internacional.
O secretário-geral alertou para “as graves repercussões da atual escalada na região, particularmente no Golfo Pérsico, e o risco de se cair novamente num ciclo interminável de violência”, assegurando que tal “provocará maiores perdas para todas as partes, especialmente agora que a situação está por um fio e poderá conduzir a uma maior destruição mútua”.
Fahmy condenou “veementemente” os recentes ataques iranianos contra vários países árabes, que classificou de “inaceitáveis”, e sublinhou que as nações da região já rejeitaram a guerra e “não devem arcar com os custos da sua continuação”.
A atual crise reacendeu-se no passado dia 11 de julho, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter rescindido do memorando de entendimento bilateral assinado em meados de junho com a República Islâmica.
Washington retomou então os bombardeamentos, o que desencadeou uma resposta de Teerão.
Desde então, a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou 85 ataques com mísseis e drones contra bases e instalações com presença dos Estados Unidos e o Irão retomou também as agressões contra o tráfego no estreito de Ormuz e decretou o encerramento da via marítima.
Perante esta situação, Fahmy exigiu o cumprimento mútuo do acordo assinado entre Teerão e Washington no passado dia 17 de junho e recordou que o texto inclui o compromisso com a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz ao abrigo do direito internacional, instando assim a que esta via marítima estratégica não seja utilizada como “instrumento de pressão ou chantagem económica”.
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