O contrato foi celebrado numa altura em que Bagdad pretende aumentar a quota de produção de petróleo.
“A Companhia Petrolífera de Baçorá e a empresa norte-americana Halliburton assinaram um contrato de gestão integrada para os campos petrolíferos de Bin Omar e Sindbad”, fez saber em comunicado o Ministério do Petróleo iraquiano.
A Halliburton opera no Iraque desde 2003.
Durante a assinatura do acordo, o ministro do Petróleo, Basim Mohamed, salientou que o entendimento alcançado “está em consonância com os planos e a estratégia do ministério para aumentar a capacidade de produção de petróleo e gás”.
O contrato tem uma duração de cinco anos, explicou o ministro.
O Governo iraquiano prevê que a produção de petróleo no campo de Bin Omar “aumentará para 150.000 barris por dia”, disse.
A produção no campo de Sindbad deverá aumentar “até atingir entre 80.000 e 100.000 barris por dia”, e a capacidade de gás associado aumentará de “240 para 260 milhões de pés cúbicos padrão por dia”, referiu.
O governante confirmou ainda que o ministério assinará “contratos com importantes empresas internacionais, nomeadamente norte-americanas, e que prestará apoio e eliminará obstáculos para alcançar os objetivos e zelar pelo interesse público”.
O acordo surge pouco depois de o Iraque, um dos fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), ter pedido na quinta-feira um aumento da produção atual, devido à crise financeira resultante da guerra no Golfo Pérsico e do bloqueio do estreito de Ormuz.
Entretanto, sete países da aliança OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, anunciaram hoje que vão aumentar a produção de petróleo a partir de agosto, pelo quinto mês consecutivo, em 188.000 barris por dia.
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