Com vista a fazer frente à onda de calor que assola Portugal, a Comboios de Portugal (CP) emitiu hoje um comunicado onde esclarece as medidas tomadas pela empresa para tornar a vida dos seus clientes melhores nos próximos dias.
O comunicado surge depois de o jornal Público ter noticiado que algumas supressões se devem à falta de manutenção do ar condicionado dos comboios que se encontram em circulação. Também o Notícias ao Minuto tinha questionado a empresa, na sexta-feira, sobre uma possível avaria nos seus sistemas de ar condicionado. A empresa, contudo, assegura que a manutenção tem sido realizada.
Assim, em resposta, a CP afirma que “a segurança dos passageiros e dos trabalhadores constitui a sua prioridade absoluta”, e refere que “perante as temperaturas excecionalmente elevadas registadas em várias regiões do país nos últimos dias” tem em curso um conjunto de “medidas preventivas destinadas a minimizar riscos e a assegurar as melhores condições possíveis de conforto e assistência durante as viagens”.
Entre as medidas apresentadas, a CP informa que fará uma gestão preventiva da ocupação em determinadas circulações, nomeadamente alguns comboios de Longo Curso, através do bloqueio da venda de lugares em horários considerados mais críticos; o reforço dos mecanismos de comunicação e acompanhamento da operação e a disponibilização acrescida de água em vários pontos da rede.
A empresa lembra que o calor extremo pode afetar diferentes componentes da infraestrutura ferroviária, ao nível dos sistemas de sinalização, catenária, aparelhos de mudança de via e outros equipamentos fundamentais para a circulação segura dos comboios e que o “risco elevado de incêndio pode originar interrupções e/ou retenções temporárias de comboios em determinados locais da rede ferroviária”
Lembrando e reconhecendo o envelhecimento das suas frotas, que tem na sua maioria mais de duas décadas, a CP assume as limitações com que se depara no que diz respeito aos padrões de climatização. Para fazer frente a isso, diz ter tomado também uma série de medidas como garantir que os comboios parqueados serão mantidos com as cortinas fechadas e/ou janelas abertas, de forma a reduzir o aquecimento das composições sem ar condicionado. Nos comboios equipados com sistemas de refrigeração, sempre que operacionalmente viável, os equipamentos permanecem ligados durante os períodos de estacionamento, garantindo níveis de conforto mais adequados para os passageiros.
Questionada sobre denúncias de que muitas das suas carruagens circulam sem ar condicionado, a “CP garante, de forma inequívoca, que não está em causa a manutenção do ar condicionado dos comboios que se encontram a circular e que as manutenções periódicas de todo o material circulante são escrupulosamente realizadas pela empresa, incluindo a manutenção dos sistemas de climatização”, pode ler-se no comunicado que a empresa enviou às redações.
A CP reforça, ainda, que irá “ajustar temporariamente a oferta em algumas circulações Intercidades nos períodos de maior calor, reduzindo o risco de situações que possam comprometer a segurança e o bem-estar dos clientes e dos trabalhadores e evitando, sempre que possível, a retenção prolongada de comboios durante períodos de calor extremo”.
Ainda na mesma senda, garante que já está em curso uma operação que visa modernizar, já no próximo ano, os seus equipamentos, nomeadamente com a aquisição de novos comboios para os serviços Urbanos de Lisboa, Urbanos do Porto e Regionais. As primeiras unidades deverão começar a operar no final de 2026, com entrada progressiva em circulação nos próximos anos.

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Notícias ao Minuto | 00:00 – 04/07/2026



