Um familiar das 16 crianças que foram encontradas em “condições deploráveis” numa habitação no Ohio, Estados Unidos, revelou estar a receber ameaças de morte apesar de desconhecer o que estava a acontecer.
O homem, que é casado com uma filha dos avós – também suspeitos -, contou à WOWK que ficou “horrorizado” quando soube que as crianças estavam a viver confinadas num cómodo de casa depois de a notícias ter sido divulgada na semana passada.
“Tem sido terrível para as pessoas que não faziam ideia do que estava a acontecer e que são familiares deles”, disse.
E acrescentou: “Recebemos ameaças de morte e disseram-nos que precisávamos de ser colocados numa fila de fuzilamento e mortos e queimados”.
O familiar adiantou ainda que os seus três filhos também foram alvo de ameaças, notando ainda que foram obrigados a desativar as redes sociais e que a mulher não consegue ir trabalhar por ter medo.
“Não conseguimos viver a nossa vida normalmente por causa da forma como as pessoas estão a tentar ligar-nos a algo do qual não temos nada a ver”, continuou.
O homem salientou ainda que, se soubesse que as crianças viviam naquelas condições, teria agido. No entanto, disse que pensava que apenas 10 crianças a morar naquela habitação, ao contrário das 16 que foram encontradas.
“Se soubéssemos que viviam assim naquela casa, teríamos feito alguma coisa, mesmo que fosse apenas ir lá e ir buscar as crianças”, afirmou.
Recorde-se que os pais e avós das crianças foram detidos pelas autoridades norte-americanas e acusados de 16 crimes por colocar crianças em risco.
As crianças, note-se, foram descobertas por acaso, quando as autoridades estavam a cumprir um mandado de busca numa investigação que não estava relacionada, explicou o procurador-geral de Ohio, Andy Wilson.
O xerife Ryan Cain explicou que as 16 crianças – meninos e meninas – estavam confinados a uma divisão de aproximadamente 3,6 metros por 3,6 metros, rodeados de fezes.
As 16 crianças terão ficado confinadas durante quatro anos.
Não estavam matriculadas em nenhuma escola e sabe-se que a família se mudou várias vezes nas últimas duas décadas. Também não existiam registos médicos ou governamentais.
Os vizinhos também se mostraram chocados com o sucedido, caracterizando a situação como “muito triste”.
Na passada quarta-feira, quando foram ouvidos em tribunal, os quatro suspeitos declararam estar inocentes.
Mãe das crianças tinha dado à luz gémeas siamesas há 4 anos
Elizabeth Siders, mãe das 16 crianças deu à luz gémeas siamesas, em novembro de 2022, de acordo com o WOWK 13, que teve acesso a registos. Os bebés acabaram por morrer por causas naturais no dia em que nasceram.
Siders, hoje com 33 anos, deu à luz às 24 semanas de gestação e as bebés eram siamesas com fenótipo toracópagos, que é quando nascem com união ventral ao nível do tórax e/ou abdómen.

EUA. Mãe de crianças presas em casa deu à luz gémeas siamesas há 4 anos
Elizabeth Siders, hoje com 33 anos e mãe das 16 crianças encontradas confinadas numa habitação, deu à luz gémeas siamesas em novembro de 2022. As bebés morreram por causas naturais no dia em que nasceram.
Notícias ao Minuto | 22:14 – 07/07/2026



