Em 2025, a Europa aumentou em 48 por cento a instalação de baterias, com uma capacidade que atinge os 36 gigawatts-hora (GWh). No entanto, a SolarPower Europe diz que ainda está longe de ser suficiente para as necessidades de armazenamento de energia para 2030.
No seu relatório “Perspetivas do mercado europeu de baterias 2026-2030”, a associação europeia do setor fotovoltaico assinala que a capacidade operacional acumulada de baterias na União Europeia atingiu os 77 GWh no final de 2025 e prevê que chegue a cerca de 470 GWh em 2030.
No entanto, essa estimativa ainda está longe dos 600 GWh que a associação considera necessários para acompanhar os objetivos climáticos, melhorar a segurança energética e conter os preços.
O mercado europeu no seu conjunto ultrapassou, pela primeira vez, os 100 GWh de capacidade operacional acumulada, após a instalação de 36 GWh de sistemas de armazenamento com baterias no ano passado, um aumento de 48% em relação a 2024 e o 12.º ano consecutivo de crescimento.
Este aumento foi impulsionado sobretudo pelos grandes sistemas ligados à rede, que já representaram mais de metade das novas instalações anuais, em contraste com um mercado residencial que perdeu parte do impulso excecional registado durante a crise energética de 2022.
A SolarPower Europe prevê que o mercado europeu entre agora numa fase de forte expansão e que as novas instalações anuais ultrapassem os 50 GWh em 2026 e atinjam os 138 GWh em 2030 no seu cenário médio.
No que diz respeito à União Europeia (UE), a associação estima que a capacidade acumulada passe de 77 GWh em 2025 para 470 GWh em 2030, o que significaria multiplicar por mais de seis a capacidade atual, embora ainda longe da meta de 600 GWh.
O relatório alerta para o facto de a UE continuar a apresentar uma lacuna de flexibilidade no seu sistema elétrico, com uma relação de oito unidades de potência solar instalada por cada unidade de baterias no final de 2025.
Este dado representa uma melhoria em relação à proporção de 10 para um registada em 2024, mas continua a ser insuficiente para absorver o rápido crescimento das energias renováveis, salienta a associação patronal, alertando que a falta de armazenamento contribuiu para a congestão das redes, entre outros problemas.
Neste contexto, apela à Comissão Europeia para que elabore um plano específico para baterias que acelere as autorizações e as ligações e que elimine barreiras e tarifas.

IA consumirá 8% da eletricidade mundial em 2050, avisa OPEP
O avanço da Inteligência Artificial (IA) multiplicará por sete o consumo de eletricidade dos centros de dados até 2050, altura em que representará 8% da procura mundial, o que constitui um dos principais desafios para as redes de energia.
Lusa | 13:47 – 18/06/2026



