O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Fahmy, e o conselheiro da Casa Branca para África e o Mundo Árabe, Massad Boulos, acordaram este fim de semana, no Egito, a criação de um quadro de coordenação para resolver a guerra no Sudão.
© Ebrahim Hamid / AFP via Getty Images
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Este acordo visa a instalação de um governo civil neste país africano devastado, refere a agência EP.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, Massad Boulos considerou imperativo que o país fique sob um governo que “reflita as aspirações do seu povo”, antes de apelar ao fim das hostilidades entre o exército sudanês e as forças paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), que já devastaram a região de Darfur e agora ameaçam fazer o mesmo na região vizinha de Kordofão.
“É hora de as partes beligerantes porem fim a este conflito devastador e entregarem a liderança do país aos civis”, acrescentou Boulos.
Segundo a EP, “foi precisamente o fracasso da transição sudanesa após a queda do ditador Omar al-Bashir, em 2019, que constituiu um dos catalisadores da explosão de violência que o país sofre atualmente”.
Os esforços de coligações civis, como as Forças para a Liberdade e a Mudança, acabaram por ser em vão devido a divergências entre os seus membros e à impaciência do exército liderado por Abdelfatá al Burhan, que acabou por assumir as rédeas do país.
Em 2023, as divergências entre o exército e as RSF sobre a integração destas últimas nas fileiras acabaram por desencadear um conflito que, até ao momento, deixou um número de mortos impossível de contabilizar.
A violência no terreno, os êxodos constantes e os episódios de fome constituem uma das piores crises humanitárias do mundo.
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