“Estamos a fazer grande esforço em Portugal para ajudar as famílias e empresas a poderem enfrentar o aumento dos custos [com os combustíveis e os bens alimentares]. Ao mesmo tempo, temos de prevenir o futuro para não desequilibrar as contas, senão isso é uma dificuldade amanhã, como já aconteceu no passado”, afirmou Luís Montenegro.
O governante frisou que é preciso “cuidar de hoje e de amanhã”, fazendo escolhas que o Governo considera que são “a melhor forma de lidar com o custo de vida hoje e prevenir a evolução no futuro”.
Na terça-feira, o primeiro-ministro (PM) não excluiu que possam ser necessários mais apoios, mas reiterou que o Governo não quer “onerar todos no futuro”.
Montenegro disse que é graças ao esforço do Governo que hoje os portugueses têm “cerca de 25 cêntimos de desconto” por litro de gasóleo e de gasolina, apoios suplementares para a agricultura, pesca, transportrs, instituições sociais, bombeiros e táxis.
Também por isso foi criado “o apoio da Botija Solidária maior” do que o havia, referiu.
“Temos um conjunto de apoios às empresas que são mais expostas ao custo energético na formação dos seus custos de produção. Estamos a fazer tudo isto ao mesmo tempo que diminuímos os impostos, que valorizamos as pensões”, frisou.
O objetivo é permitir “que as pessoas tenham a disponibilidade de escolher os seus consumos e de poder acomodar os efeitos do aumento do preço de bens essenciais, como são os combustíveis ou os bens alimentares”.
O Governo tem ainda por objetivo “prevenir o futuro”, o que significa não desequilibrar as contas, porque o desequilíbrio das contas hoje “significa uma fatura amanhã”.
“Tive oportunidade de dizer ao país: as nossas escolhas são estas, nós acreditamos que são a melhor forma de lidar com o custo de vida hoje e prevenir também a evolução no futuro. Achamos que são a melhor forma”, sublinhou.
Montenegro vincou ainda que o Governo tem “uma estratégia como nunca houve na habitação”.
“No Governo também temos de fazer escolhas. E nós escolhemos fazer casas. Para haver dinheiro para fazer casas, não pode haver dinheiro para outras coisas. Como nas famílias, temos de fazer essa gestão, não temos recursos ilimitados”, disse o governante, no discurso antes da entrega das chaves de casas a 32 famílias.
De acordo com o primeiro-ministro, o Governo está a fazer “o maior investimento de sempre em habitação em Portugal”, estando a “programar e executar mais de 10 mil milhões de euros”.
Ao mesmo tempo, disse, o Governo baixa os impostos sobre a habitação e a construção, conciliando isso com o Novo Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), que entra em vigor na quinta-feira.
Para além disso, criou “apoios direcionados de acordo com as pessoas e os contextos territoriais e familiares”, para além dos jovens e os que estão em início de vida.
“Este dia permite-nos emitir uma mensagem de confiança e esperança aos portugueses, aos que tem mais dificuldades financeiras, que precisam de ajuda mais robusta, à classe media. Temos uma estratégia global. As pessoas estão ansiosas e preocupadas com o aumento dos combustíveis. Mesmo assim, Portugal dá hoje o apoio para toda a gente, de 25 cêntimos por cada litro de combustível”, descreveu.
“Um grande esforço, que tem de ser calibrado para não termos que dar o triplo ou o quadruplo ou quíntuplo do que já demos, como já aconteceu na história da nossa democracia”, alertou.
Segundo Montenegro, o país vai chegar ao fim do ano “com um conjunto de politicas de mitigação no valor de 2.300 milhões de euros” e com um “crescimento económico acima de 2%”.
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