Numa mensagem de “alerta sobre espionagem” publicada online, o MI5 afirma ter “constatado que o China General Technology Research Institute (CGTRI) (…) mantém laços estreitos com o Ministério da Segurança do Estado da China, o serviço de inteligência civil e de segurança chinês”.
O organismo acrescenta que a “missão principal” do CGTRI é “financiar a investigação universitária que visa diretamente reforçar as capacidades técnicas de espionagem” do Ministério da Segurança do Estado da China, e que a instituição representa “uma ameaça à segurança nacional britânica”.
Segundo o MI5, “mais de 100 investigadores” ligados a instituições britânicas “contribuíram” para programas financiados por este instituto.
Consequentemente, “recomenda-se vivamente que as instituições universitárias britânicas reavaliem, sem demora, qualquer colaboração em curso ou planeada com o CGTRI”, alerta o serviço.
O organismo refere ainda “possíveis consequências penais” à luz da lei de segurança nacional, caso as suas recomendações não sejam seguidas.
A Embaixada da China em Londres rejeitou as acusações, descrevendo-as como “imaginárias e puramente inventadas” pelo MI5. O seu porta-voz disse à AFP que foram apresentados “protestos formais” às autoridades britânicas.
O alerta surge numa altura em que Londres acusa frequentemente Pequim de espionagem e interferência política.
Em novembro de 2025, o MI5 tinha alertado os parlamentares britânicos para as tentativas de espionagem por parte da China contra os mesmos.
Em junho, a aliança de serviços de informação “Five Eyes” — que inclui, entre outros, o Reino Unido, os Estados Unidos e o Canadá — acusou os espiões chineses de visarem em sites de ofertas de emprego funcionários públicos, militares e pessoas com acesso a informação classificada ou confidencial.
No Reino Unido, o governo trabalhista que assumiu o poder em 2024 tem-se empenhado em melhorar as relações bilaterais com Pequim, após anos de tensão, mas afirma que a China continua a ser uma “ameaça” à segurança nacional do país.
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