A Administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, assinalou que, em coordenação com o Congresso, pretende anunciar esta assistência como uma das pedras basilares da “aliança renovada” entre os dois países.
O anúncio ocorreu por ocasião da tomada de posse de Espriella, à qual os Estados Unidos compareceram com uma delegação chefiada pelo procurador-geral, Todd Blanche.
Espriella afirmou durante a cerimónia que enfrentará “sem tréguas o narcoterrorismo”, numa altura em que o país sul-americano passa pela pior vaga de violência há mais de uma década.
O pacote contempla o reforço das forças de segurança colombianas na luta contra organizações terroristas e criminosas transnacionais, através de tecnologia norte-americana, de uma maior operacionalidade e de operações coordenadas com as forças dos Estados Unidos.
Inclui também alargar significativamente a erradicação das plantações de coca e as operações de interceção de cocaína, bem como perseguir as finanças das organizações criminosas.
Washington ofereceu-se ainda para apoiar os esforços de Bogotá na recuperação do controlo estatal de territórios dominados por grupos armados, na proteção dos menores face ao recrutamento forçado e em travar os fluxos de migração irregular através de uma maior coordenação fronteiriça.
O Departamento de Estado norte-americano enquadrou estas medidas num novo capítulo da relação bilateral, que contempla igualmente a cooperação económica em matéria de energia, minerais críticos, infraestruturas, tecnologia e energia nuclear civil.
Anteriormente, Trump manteve uma relação tensa com o anterior presidente colombiano, Gustavo Petro, numa fase marcada por divergências em assuntos migratórios e de segurança.
A chegada de Espriella, que propôs uma política vigorosa e pesada contra grupos armados e o narcotráfico, abre agora uma nova etapa nos laços entre Bogotá e Washington.
Na sessão de tomada de posse presidencial participou a maioria dos presidentes latino-americanos que fazem parte da aliança de Governos de direita da região, e que estreitaram laços com a Administração Trump, principalmente em matérias de segurança e imigração.
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