“O nosso objetivo deve ser promover soluções estruturais e duradouras que vão além da lógica de tréguas de curto prazo”, declarou Meloni no final da cimeira do G7 em Evian, França.
“Esperamos que Israel aja agora como um ator positivo no processo de paz e que os inevitáveis debates internos, também alimentados pela campanha eleitoral, não comprometam o difícil caminho trilhado pelos Estados Unidos”, acrescentou.
A chefe do Governo italiano descreveu como “muito positivo” o clima na cimeira de Evian entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e os restantes líderes do grupo das sete democracias mais industrializadas do mundo.
Em relação à Ucrânia, houve “muita convergência, o que nem sempre acontece” e “nenhum atrito ou divergência”, sublinhou.
Questionada sobre as duras críticas de Trump à sua posição sobre a guerra no Médio Oriente, Meloni afirmou que ela e o Presidente norte-americano têm “personalidades fortes”.
“Somos duas pessoas determinadas a defender os seus interesses nacionais”, observou.
Hoje, a partir da cimeira do G7, Giorgia Meloni exortou o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, a enviar sinais em favor do diálogo com a Ucrânia, ao mesmo tempo instando Israel a não obstruir o processo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que visa estabilizar a região.
A dirigente italiana explicou na conferência de imprensa final da cimeira realizada na localidade francesa de Evian que uma das respetivas conclusões foi “a necessidade de continuar a garantir o apoio a Kyiv e a manter uma elevada pressão sobre Moscovo”.
“A unidade e a firmeza do Ocidente continuam a ser o instrumento mais eficaz para criar as condições para verdadeiras negociações. O nosso objetivo continua a ser facilitar um diálogo direto entre [o Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky e Putin”, sustentou.
A este propósito, Meloni comentou que, apesar de Zelensky “ter demonstrado uma atitude sincera em relação à resolução do conflito”, com uma carta aberta recente, até agora, ainda não foi emitido qualquer sinal pelo Kremlin (presidência russa).
“E acreditamos que esses sinais são necessários”, insistiu, afiançando que “a situação no campo de batalha é muito diferente daquilo que certa propaganda russa tenta vender”.
Entretanto, os líderes das sete democracias mais industrializadas do planeta — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — aproveitaram a oportunidade para saudar o acordo entre Washington e Teerão, ao fim de quase quatro meses de guerra.
Meloni disse que será agora “importante trabalhar para que seja aplicado” e “garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz”, tão essencial para o comércio de petróleo e de fertilizantes para a agricultura mundial.
A Itália confirmou a sua disponibilidade para participar em quaisquer eventuais missões para garantir a segurança do tráfego internacional na região, mediante autorização parlamentar prévia.
Desta cimeira do G7 em Evian saem, na opinião da primeira-ministra italiana, três mensagens: a unidade do grupo; a sua capacidade de alargar a sua perspetiva para incluir outros aliados convidados (Brasil, Índia, Coreia do Sul, Egito, Ucrânia, Qatar e Emirados Árabes Unidos); e o seu interesse em abordar questões geopolíticas que também afetam a vida dos cidadãos.
“É um facto que trabalhamos bem juntos, com uma convergência que não era esperada em todas as questões. Acho que isso é uma boa notícia”, concluiu.
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