Na corrida presidencial há 14 candidatos, incluindo o atual Presidente, Hakainde Hichilema, do Partido Unidos para o Desenvolvimento Nacional (UPND), que tem como principal opositor o advogado Brian Mundubile, de 55 anos, antigo ministro que surge como figura da coligação Aliança Tonse. Hichilema, de 64 anos, eleito em 2021, é considerado o favorito à vitória.
Num país rico em cobre, cobalto, níquel e manganês, mais de 70% dos cerca de 22 milhões de habitantes vivem com menos de três dólares (cerca de 2,60 euros) por dia, segundo o Banco Mundial, fustigados pela inflação, sobretudo devido à subida de preços dos alimentos e pelo desemprego.
Durante uma campanha marcada por confrontos, a oposição procurou tirar partido do descontentamento de uma parte da população para tentar conquistar a maioria dos 8,7 milhões de eleitores, quase metade com idade entre os 18 e os 35 anos.
A campanha eleitoral no país, vizinho de Moçambique, ficou marcada por confrontos violentos entre militantes rivais, uso de gás lacrimogéneo pela polícia e queixas da oposição sobre restrições à liberdade de reunião.
Paralelamente às presidenciais, os zambianos vão eleger os deputados para a Assembleia Nacional, cujo número de círculos eleitorais aumentou de 156 para 226.
Os resultados das eleições presidenciais deverão ser anunciados em 17 de agosto.
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