O crude do mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 4,41 dólares abaixo dos 83,77 dólares com que encerrou as transações na segunda-feira.
O petróleo Brent para entrega em outubro continuou a sua tendência de queda esta semana, acumulando uma queda de mais de 12% em apenas duas sessões, depois de o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter admitido um “acordo iminente” entre Washington e Teerão, até quarta-feira, para reabrir o estreito de Ormuz às embarcações comerciais.
Questionado pela estação CNBC sobre se um acordo para reabrir o estreito de Ormuz permitiria ao Irão cobrar taxas de trânsito aos navios, Bessent sublinhou: “Penso que se trata de liberdade de movimento”.
“Embora a situação ali tenha estado um pouco tensa nos últimos dias, vimos vários navios a sair, pelo que é de esperar que os preços da energia estabilizem novamente”, vincou.
Também o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, referiu que “estão a transitar” navios pelo estreito de Ormuz e que estão em curso negociações entre o Irão e Omã, envolvendo Washington.
Na segunda-feira, os preços do crude caíram mais de 7% em resposta à decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de cancelar um iminente “ataque em massa” ao Irão, para chegar a um acordo com a República Islâmica que ponha fim ao conflito.
Trump chegou a anunciar que as conversações de paz com o Irão seriam retomadas na segunda-feira, embora Teerão tenha negado que estas negociações com Washington estivessem a decorrer e declarado que, para já, estão apenas a falar com Omã sobre garantias para o trânsito seguro pelo estreito de Ormuz, por onde passava 20% do crude mundial antes do conflito.
Leia Também: Preço do petróleo cai mais de 4% com esperança de reabertura de Ormuz



