Em valor, as vendas externas do produto recuaram 19,7%, passando de 1,5 mil milhões de dólares (1,28 mil milhões de euros) em agosto de 2025 para 1,2 mil milhões de dólares (1,02 mil milhões de euros) no mesmo mês deste ano.
Essa queda está relacionada ao fato do Brasil atingir a cota de compras externas da China, que limita a 1,1 milhões de toneladas o volume de carne bovina que entra no mercado chinês sem a aplicação de uma sobretaxa de 55%.
Em 10 de agosto, Pequim comunicou ao Brasil que a carne brasileira já tinha atingido 90% da salvaguarda.
O desempenho das exportações brasileiras de carne bovina em agosto ocorre, assim, num cenário de maior restrição ao acesso ao mercado chinês, um dos principais destinos da proteína animal do Brasil.
A queda em volume foi superior à registada em valor, indicando que a retração das vendas externas foi mais acentuada na quantidade exportada do que no montante obtido com as operações.
A balança comercial de agosto anunciada hoje pelo Governo brasileiro mostra ainda que o Brasil teve superávit de 7,4 mil milhões de dólares em agosto, o equivalente a 6,3 mil milhões de euros no câmbio atual.
O montante representa um salto de 23,8% relativamente ao período homólogo do ano passado, quando o país registou 5,97 mil milhões de dólares em valores da época.
Essa alta é justificada pelo crescimento das exportações de petróleo (alta de 18%), soja (aumento de 14%) e café não torrado (alta de 24%).
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46,4% em agosto e, segundo informou hoje as autoridades brasileiras, o movimento pode ser justificado pelo acordo Mercosul-UE que já começa a surtir efeitos na economia interna brasileira.
Leia Também: Brasil autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas



