“Seria um erro”, afirmou Fabio Panetta durante a conferência ChaMp, considerando que o contexto económico atual é diferente do vivido há quatro anos.
“Não estamos na mesma situação que em 2022. A procura está mais fraca e as taxas de juro reais estão mais elevadas”, afirmou.
Segundo o responsável, as perspetivas económicas para a zona euro continuam “frágeis”, pelo que o BCE deverá manter uma abordagem prudente na condução da política monetária.
Panetta recordou que a decisão do banco central de aumentar as taxas de juro em junho foi tomada com base num conjunto de cenários macroeconómicos e teve em conta a expectativa de descida dos preços da energia, na sequência das negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
Ainda assim, advertiu que “os riscos de subida da inflação continuam a coexistir com os riscos de descida do crescimento”, o que, disse, “exige um acompanhamento constante”.
O governador do Banco de Itália acrescentou que a política monetária do BCE não deve seguir “um caminho pré-determinado”, devendo as decisões continuar a ser tomadas em função da evolução dos dados económicos.
No mês passado, o banco europeu subiu as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.
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