A Grécia assumiu hoje a presidência rotativa do Conselho de Segurança para o mês de outubro, sucedendo à França, que deteve a liderança em setembro.
A embaixadora grega junto das Nações Unidas, Aglaia Balta, apresentou à imprensa as prioridades da sua agenda, indicando que, em 29 de outubro, o primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, irá presidir uma sessão sobre tecnologias emergentes aplicadas à manutenção da paz e segurança internacionais, com ênfase especial na segurança marítima, num contexto de insegurança devido ao bloqueio do estreito de Ormuz.
“O debate terá como objetivo determinar como o uso ideal e responsável de novas tecnologias pode fortalecer as capacidades existentes. Também abordará como fornecer ferramentas inovadoras para lidar com as ameaças em constante evolução à paz e à segurança internacionais”, explicou a diplomata.
Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Grécia, Giorgos Gerapetritis, irá conduzir dois debates: um sobre infância e conflitos armados, no dia 26, e outro sobre Mulheres, Paz e Segurança, no dia 27 de outubro, no qual o secretário-geral da ONU, António Guterres, deverá discursar.
Além disso, durante a presidência grega, será realizado um debate aberto sobre o Médio Oriente, assim como a sessão anual de cooperação entre a ONU e a União Africana.
A programação mensal também inclui reuniões sobre o Iémen, a Colômbia, a Síria, o Sudão, o Haiti e o Líbano, entre outros.
A embaixadora reforçou que em outubro o Conselho de Segurança precisa de avançar no processo de eleição do novo secretário-geral da organização e “talvez até chegar a um acordo”.
“Reservamos alguns horários para as votações decisivas de seleção do secretário-geral na primeira e na segunda quinzena do mês”, observou, sem especificar datas exatas.
O órgão já realizou quatro votações não vinculativas sobre os candidatos, por isso espera-se que este mês passe para o próximo formato de votação, em que os países com poder de veto votam em boletins de cores diferentes, o que permitirá identificar quem está fora da disputa.
Numa votação realizada esta semana, a costa-riquenha Rebeca Grynspan ampliou a sua vantagem sobre os demais candidatos à liderança da ONU.
Quatro mulheres e três homens estão atualmente na corrida para suceder ao antigo primeiro-ministro português António Guterres, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.
Outros candidatos ainda podem apresentar-se.
Este processo ocorre num momento em que a ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, enfrentando uma proliferação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e sérias dificuldades financeiras.
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