Os ministros da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e das Finanças, Bezalel Smotrich, ambos da extrema-direita, afirmaram que teria ocorrido uma tentativa de fazer cair a aeronave, que transportava 180 israelitas.
Não existe, contudo, até ao momento, confirmação oficial sobre as causas do incidente.
“A ideia ingénua de que os nossos inimigos valorizam a vida e merecem a nossa compaixão recebeu, esta manhã, outro lembrete sombrio: um terrorista que planeava abater um avião e assassinar os 180 israelitas que seguiam a bordo”, afirmou Ben Gvir nas redes sociais.
O ministro defendeu que “o terrorismo é um demónio com o qual não cabe chegar a nenhum acordo, exceto o da sua derrota decisiva e da sua erradicação total da face da Terra”.
Ben Gvir considerou ainda que “a doutrina de segurança de Israel deve ser elevada a um novo patamar”.
“Israel realizou um grande trabalho nos últimos dois anos e meio, mas não devemos parar. Devemos avançar até alcançar uma vitória decisiva no Irão, no Líbano, em Gaza e na Judeia e Samaria”, acrescentou Gvir, utilizando a designação bíblica para a Cisjordânia.
Smotrich afirmou, por seu lado, que “qualquer pessoa que tente abater um avião e assassinar 180 israelitas deve pagar o mesmo preço que pagaria se tivesse cometido os assassinatos”.
“Ele e qualquer Estado ou organização terrorista que o tenha enviado”, acrescentou Smotrich.
“O Estado de Israel deve concentrar-se na intenção, mais do que nas consequências”, defendeu o ministro das Finanças.
As circunstâncias do incidente ainda não foram oficialmente esclarecidas, embora passageiros citados pela imprensa israelita tenham relatado uma alegada tentativa de assumir o controlo da aeronave e fazê-la cair.
Um porta-voz da companhia aérea Flydubai confirmou à agência Europa Press que o voo “sofreu um incidente durante a rota” e que a aeronave aterrou “em segurança” no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita.
“Todos os passageiros estão a salvo”, afirmou.
“A segurança e o bem-estar dos nossos passageiros e tripulação são a nossa prioridade máxima”, acrescentou o porta-voz.
Segundo a companhia aérea, as suas equipas estão “a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades competentes”, devendo ser divulgadas mais informações quando existirem “detalhes confirmados”.
O avião foi desviado quando se encontrava no espaço aéreo jordano, depois de ter emitido um alerta de emergência que levou as autoridades israelitas a mobilizarem meios perante uma eventual situação de sequestro.
O alerta foi emitido pouco mais de duas horas depois da descolagem e foi acompanhado por uma perda de altitude e uma aceleração repentina.
Israel enviou aviões para a região devido ao receio de um possível sequestro, depois de não ter sido possível estabelecer contacto com a aeronave.
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