Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), recebeu dez votos a favor, três contra e dois “sem opinião”, de acordo com o portal especializado PassBlue, o que representa uma melhoria de um ponto nos votos a favor e uma redução de dois nos votos contra face à ronda anterior.
Nesta quarta volta de votação não vinculativa, conhecida como “votação informal”, os membros do Conselho de Segurança expressaram opinião confidencialmente, pelo que não é possível saber se algum dos votos negativos corresponde a um dos cinco membros permanentes do órgão – EUA, China, Rússia, França e Reino Unido – cujo veto deixaria Grynspan fora da corrida.
A segunda posição foi novamente ocupada por Carolyn Rodrigues-Birkett, atual embaixadora da Guiana nas Nações Unidas, que recebeu oito votos a favor, seis contra e um “sem opinião”, o mesmo resultado da votação anterior.
O argentino Rafael Grossi recebeu oito votos afirmativos, enquanto sete membros votaram contra.
Os dois candidatos africanos receberam cinco votos positivos: o ugandês Olara Otunnu recebeu ainda oito votos contra e dois sem opinião, enquanto o senegalês Macky Sall obteve nove votos contra e um sem opinião.
As duas candidatas equatorianas encerram a votação: María Fernanda Espinosa, com três votos a favor, dez contra e dois sem opinião; Ivonne Baki, com um voto a favor, onze contra e três sem opinião.
Esta é a primeira vez que Baki recebe apoio nas três rondas de votação em que participou.
A chilena Michelle Bachelet, que desistiu da corrida em 19 de setembro após receber 11 votos contra no dia anterior, já não participou na votação de hoje.
Esta votação não vinculativa apresenta um panorama muito semelhante aos anteriores, refletindo o impasse no Conselho de Segurança.
Após esta ronda, os Estados-membros realizarão outro tipo de votação, na qual as cinco maiores potências votarão num boletim de cor diferente da dos outros dez membros.
Esse método revelará quem as potências estão a excluir da disputa.
Quatro mulheres e três homens estão atualmente na corrida para suceder ao antigo primeiro-ministro português António Guterres, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.
Outros candidatos ainda podem apresentar-se.
Este processo ocorre num momento em que a ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, enfrentando uma proliferação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e sérias dificuldades financeiras.
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