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“Queremos aumentar a pressão sobre a Rússia e apoiamos a soberania e a integridade territorial da Ucrânia”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, numa conferência de imprensa em Bratislava ao lado do homólogo eslovaco, Juraj Blanar.
O ministro alemão sublinhou ainda que a principal ameaça da Europa é o regime do Presidente russo, Vladimir Putin.
“A maior ameaça à liberdade do nosso continente vem de Moscovo, a maior ameaça para a Europa é o imperialismo de Putin”, sublinhou o político conservador.
Wadephul reafirmou assim a conhecida posição de Berlim, atualmente o principal aliado de Kiev, uma vez que é o país que mais ajuda envia à Ucrânia, tanto em termos de armamento como financeiros.
Em contrapartida, o governo eslovaco, liderado pelo primeiro-ministro populista, Robert Fico, suspendeu o fornecimento de armas do seu exército ao país vizinho e mostra-se crítico em relação às sanções da União Europeia (UE) impostas a Moscovo.
Recentemente, Fico reiterou as suas acusações de alegado belicismo dirigidas a certos membros da UE e da NATO, que nunca especificou concretamente, precisamente por continuarem a fornecer armas à Ucrânia para que esta se defenda da agressão russa.
O líder eslovaco salientou que não está disposto a enviar tropas no caso de um confronto direto entre a Aliança Atlântica e Moscovo, mesmo que seja invocado o artigo 5º, que estabelece que um ataque armado contra um dos membros da NATO é considerado um ataque contra todos.
Wadephul pareceu referir-se a estas declarações, alertando que estas podem “gerar dúvidas” sobre a capacidade de dissuasão e defesa da Aliança Atlântica.
“Quem gera dúvidas sobre a capacidade dissuasora da NATO ameaça a si próprio e a todos”, advertiu o chefe da diplomacia alemã, sublinhando que não há indícios de que Moscovo procure uma paz justa.
Duvidar da ameaça que emana do Kremlin “não só é uma falta de solidariedade, como é, pura e simplesmente, irresponsável”, acrescentou Wadephul.
Por seu lado, Blanar defendeu a necessidade do diálogo com Moscovo e, neste sentido, felicitou o homólogo alemão por se ter reunido com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, à margem da 81.ª Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque.
Embora, ao referir-se a esse encontro, Wadephul tenha afirmado que “a Rússia não demonstra interesse sério em entrar numa negociação que conduza a uma paz justa e duradoura”, Blanar insistiu na necessidade de manter viva a chama da diplomacia.
Após a derrota do ex-primeiro-ministro ultranacionalista húngaro, Viktor Orbán, Fico é o último líder da União Europeia que mantém uma ligação estreita com o Kremlin.
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