A posição de Pedro do Carmo surgiu após ter-se reunido, na segunda-feira, com o comandante do Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Beja, coronel Paulo Gomes, para analisar as condições de segurança e a capacidade operacional da força de segurança no distrito alentejano.
Em comunicado dvulgado hoje, o deputado explicou que a reunião decorreu “na sequência das preocupações transmitidas por vários autarcas relativamente à falta de efetivos, que já condiciona a capacidade de patrulhamento em diferentes concelhos”.
“Existem territórios onde a escassez de militares torna difícil assegurar uma patrulha em permanência, situação particularmente preocupante num distrito extenso, disperso e com muitas localidades rurais”, alertou Pedro do Carmo.
O parlamentar do PS frisou ainda que o partido “valoriza profundamente o papel da GNR e reconhece o profissionalismo, a dedicação e o sentido de serviço público dos seus militares”.
Segundo Pedro do Carmo, “apesar dos recursos limitados, são estes homens e mulheres que, todos os dias, asseguram a proximidade, a prevenção e a segurança das populações”.
E a “falta de efetivos e de meios não pode ser confundida com falta de empenho dos militares ou do Comando”, acrescentou.
Para o deputado, trata-se de uma responsabilidade “que exige respostas e investimento por parte do Governo, para que a GNR disponha das condições necessárias ao cumprimento da sua missão”.
“A segurança das populações e a dignificação das condições de trabalho dos militares da GNR têm de ser prioridades nacionais”, acrescentou Pedro do Carmo, no mesmo comunicado.
Nesse sentido, o socialista revelou que irá levar à Assembleia da República “as preocupações identificadas, exigindo ao Governo medidas concretas para reforçar os efetivos, renovar e aumentar o parque de viaturas e garantir uma presença policial adequada em todos os concelhos do distrito de Beja”.
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