Num comunicado publicado na rede social Telegram, o comando militar russo afirmou que “as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque com armas terrestres de alta precisão e drones contra centros de logística, infraestruturas portuárias e de transporte e navios” em ambas as regiões.
De acordo com o Ministério da Defesa, foi atingido um depósito de comboios em Kyiv, “onde estavam armazenados mísseis de cruzeiro terrestres FP-5 Flamingo e os seus componentes”.
Foram ainda atingidos o centro de processamento de dados da Bimobile, “um dos principais fornecedores de internet, que garante a transmissão estável de informação, incluindo inteligência, para as Forças Armadas da Ucrânia”, e o centro de dados da Parkovy, “que geria o processamento de dados para serviços governamentais, comerciais e militares”.
Na região de Kyiv, um armazém em Belogorodka, onde eram fabricados e armazenados drones, foi atacado.
Já na região sul de Odessa, na costa do Mar Negro, as forças russas danificaram a subestação elétrica de Usatove, que fornece eletricidade às infraestruturas portuárias ucranianas, e uma oficina de produção de drones na cidade de Velikodolinske.
No porto de Izmail, foram atacadas instalações portuárias para descarregar material militar, enquanto no porto de Odessa, um navio cargueiro que transportava equipamento militar foi danificado.
As forças russas atacaram também um navio de carga que transportava material militar para o porto de Odessa.
O Ministério da Defesa russo informou também que as defesas aéreas russas abateram 129 drones ucranianos de longo alcance durante a noite sobre seis regiões da Rússia, a península da Crimeia anexada e o Mar Negro.
“Durante a noite (…) as defesas aéreas russas intercetaram e destruíram 129 drones ucranianos de asa fixa sobre as regiões de Belgorod, Bryansk, Kursk, Oryol e Smolensk, a República da Crimeia e o Mar Negro”, declarou o comando militar russo.
Nem as autoridades locais nem os meios de comunicação independentes russos e ucranianos relataram danos nas infraestruturas críticas russas, que têm sido severamente afetadas nos últimos meses, nem vítimas.
Após as eleições parlamentares russas, nas quais o partido Rússia Unida, do Kremlin, conquistou a maioria no meio de alegações de fraude, a Rússia aumentou significativamente os seus ataques contra a Ucrânia, e particularmente contra Kyiv.
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