Em comunicado, a AdC disse que deliberou “adotar uma decisão de passagem a investigação aprofundada” no processo de que tinha sido notificada em maio.
Agora, a AdC refere que o seu Conselho de Administração adotou esta posição, em 07 de setembro, por considerar que “a operação de concentração em análise suscita sérias dúvidas, à luz dos elementos recolhidos” e face à legislação “quanto à sua compatibilidade” no que diz respeito aos mercados relevantes identificados.
A AdC invocou o n.º 3 do artigo 41.º da Lei da Concorrência, que refere que as operações são autorizadas caso “não sejam suscetíveis de criar entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste”.
A operação de concentração consiste na aquisição pela Stemlab, S.A. do controlo exclusivo sobre a Cordvida Portugal, Lda. e a sua participada, Stamcriovitae, Lda., que, por sua vez, detém a Bebévida – Ciências para a Vida, S.A..
De acordo com o regulador, a Stemlab é uma sociedade que atua no setor da criopreservação de células estaminais, prestando serviços de análise, processamento e criopreservação de células estaminais, dispondo de instalações próprias.
Já a Cordvida e a Stamcriovitae são sociedades que indiretamente, atuam no setor da criopreservação de células estaminais, prestando serviços de análise, processamento e criopreservação de células estaminais.
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