A comissária destacou, a propósito, as novas sanções aprovadas pela União Europeia (UE) para pessoas e entidades envolvidas na sua transferência para território russo e assimilação forçada.
“Temos de ser persistentes”, afirmou Suica no início da conferência “Pathways to Peace” (“Caminhos para a Paz”), organizada em Toronto pelo Canadá, pela Ucrânia e pela Noruega para impulsionar o regresso de menores, civis detidos e prisioneiros de guerra ucranianos que permanecem sob controlo russo.
O encontro, que decorre hoje e na terça-feira, reúne representantes de cerca de 60 países e dez organizações internacionais e pretende o reforço da cooperação para localizar e devolver os cidadãos ucranianos afetados e facilitar a sua reabilitação e reintegração uma vez regressados à Ucrânia.
Em declarações à comunicação social, Suica sublinhou que a Comissão Europeia destinou 50 milhões de euros a programas relacionados com os menores.
“Não se trata apenas de trazê-los de volta. Após regressarem, como vamos reintegrá-los e reabilitá-los?” – essa é também a questão, explicou.
A Comissão Europeia anunciou em maio esta verba para apoiar a localização, o regresso e a reintegração dos menores, bem como para reforçar os sistemas de proteção, educação e acesso à justiça.
Além disso, o Conselho da UE sancionou hoje dez pessoas e 17 entidades relacionadas com a deportação, o transporte forçado e a assimilação de crianças ucranianas, entre as quais organizações e centros associados a programas de doutrinação e educação militarizada.
Segundo dados oficiais ucranianos referidos pelo Canadá, foram documentados 20.651 possíveis casos de deportação ilegal ou de transferência forçada de menores desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e 2.573 crianças conseguiram regressar da Rússia ou dos territórios ocupados.
A comissária europeia reconheceu que conseguir novos regressos é difícil num “cenário internacional polarizado” e defendeu a combinação de financiamento, sanções e pressão diplomática sobre Moscovo.
“Temos de estar presentes, temos de pressionar e temos de fazer o que pudermos com os instrumentos que temos à nossa disposição”, afirmou.
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