“Estou surpreendido por terem libertado estas pessoas, eu não o teria feito”, sublinhou o republicano durante uma conversa com os jornalistas na Sala Oval.
O chefe da polícia antiterrorista britânica, Laurence Taylor, afirmou que “na sequência de interrogatórios e investigações exaustivos”, os cinco homens que tinham sido detidos foram “libertados sob caução”.
Os homens, todos cidadãos britânicos com idades compreendidas entre os 23 e os 25 anos e residentes em Londres, foram detidos no domingo sob suspeita de terrorismo e crimes relacionados com explosivos.
Os suspeitos foram detidos na madrugada de domingo, após três carrinhas terem sido avistadas perto da RAF Fairford, uma base militar britânica usada pelos Estados Unidos há várias décadas, incluindo para os bombardeamentos recentes que visaram o Irão.
“Para que fique bem claro, isto não significa que a investigação tenha terminado. Estão sujeitos a condições rigorosas no que diz respeito às suas deslocações e ao contacto com terceiros. Continuam evidentemente sob investigação, à medida que exploramos várias linhas de inquérito”, salientou Laurence Taylor, durante uma declaração aos jornalistas em Londres.
O responsável disse que a polícia mantém “uma mente aberta nesta investigação” e que está a avaliar “todos os ângulos possíveis, incluindo a possibilidade de se tratar de um ato cometido ativamente por indivíduos que, consciente ou inconscientemente, atuam em nome de um Estado estrangeiro”.
“Já falei anteriormente sobre a crescente amplitude e complexidade das ameaças que enfrentamos. Muitas vezes, esta ameaça torna-se visível para nós sob a forma de atividade criminosa, frequentemente em pequena escala, e cometida por indivíduos cujo objetivo principal não é o terrorismo, mas sim um ganho financeiro rápido”, referiu.
A investigação, lançada no domingo de madrugada, levou à criação de um perímetro de 400 metros em redor de três carrinhas brancas e a evacuação de 85 casas na aldeia de Whelford, perto da base militar.
Especialistas militares em desativação de explosivos utilizaram um robô para examinar os veículos, mas a polícia não revelou o que foi encontrado no interior.
A imprensa britânica noticiou que a polícia está a investigar uma possível ligação ao Irão, mas a embaixada de Teerão em Londres rejeitou “categoricamente” o envolvimento e condenou “veementemente as recentes especulações infundadas e maliciosas”.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, anunciou hoje que iria convocar uma reunião de crise, conhecida como “Cobra”.
“O que posso dizer é que irei presidir a uma reunião ‘Cobra’ ainda esta tarde, simplesmente para nos certificarmos de que temos uma visão completa e de que temos a situação muito bem clara”, afirmou Burnham na rádio LBC.
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