“Este homem tem uma atração inata por ditadores”, afirmou Schumer, num discurso no plenário do Senado, referindo-se ao Presidente norte-americano.
“Há algo realmente errado com ele”, acrescentou o senador democrata.
A crítica de Schumer surge durante a visita de Estado de três dias de Xi Jinping a Washington, iniciada na quarta-feira com uma receção na base aérea de Andrews, onde Trump acolheu pessoalmente o líder chinês e a mulher, Peng Liyuan.
O programa inclui uma cerimónia militar na Casa Branca, conversações bilaterais e um jantar de Estado, numa altura em que os dois países mantêm divergências sobre comércio, inteligência artificial, Taiwan e a guerra no Irão.
A visita motivou críticas de congressistas democratas, que exigiram a Trump uma posição firme perante Pequim sobre o alegado apoio chinês ao Irão.
Numa carta enviada à Casa Branca esta semana, os congressistas democratas defenderam que o Presidente deveria aproveitar o encontro para condenar o papel atribuído à China no fornecimento de armamento e de apoio a Teerão e exigir o fim dessa colaboração.
As reservas à receção de Xi estendem-se, porém, ao Partido Republicano.
O presidente da Comissão das Forças Armadas do Senado, Roger Wicker, afirmou que teria desaconselhado uma visita com semelhante aparato, tendo em conta as divergências entre Washington e Pequim.
Outros senadores republicanos, incluindo Mitch McConnell, instaram o Governo de Trump a avançar com a assistência militar e as vendas de armamento a Taiwan, receando que a aproximação diplomática à China prejudique a capacidade de defesa da ilha autogovernada, cuja soberania é reivindicada por Pequim.
A Casa Branca justificou a receção como uma retribuição da visita de Trump à China, em maio, defendendo que o Presidente procura manter relações diplomáticas que permitam promover os interesses norte-americanos.
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