“O compromisso do Presidente [norte-americano, Donald] Trump com uma diplomacia direta está a dar frutos. Obrigado, Presidente [da Bielorrússia, Alexander] Lukashenko, por esta iniciativa, e obrigado aos nossos amigos lituanos pelo apoio”, declarou John Coale na rede social X, numa mensagem acompanhada de uma foto que mostrava um grupo de homens e mulheres a chegar à Lituânia.
As autoridades bielorrussas libertaram centenas de pessoas nos últimos anos, após a retomada do diálogo com Washington, iniciado com o regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.
Entretanto, centenas de outras permanecem presas desde as manifestações em massa de 2020. A organização não-governamental (ONG) Viesna, uma das principais organizações de defesa dos direitos humanos na Bielorrússia, afirma que o país tem ainda 886 presos políticos.
Segundo a Viesna, entre os libertados estão o jornalista Andrei Alexandrov, ativistas de direitos humanos e a politóloga Tatiana Kouzina.
O enviado de Washington garantiu que está a trabalhar para “obter a libertação de outras pessoas num futuro muito próximo”.
Uma autoridade bielorrussa esclareceu que as duas empresas que deixarão de ser sancionadas são a fabricante de tintas e vernizes Lakokraska e a produtora de madeira e mobiliário Bellesbumprom.
A líder opositora bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaya, saudou estas novas libertações, ao mesmo tempo que apelou à continuidade dos esforços, pois “é evidente que Lukashenko não quer libertar todos os presos políticos”.
“Os Estados Unidos e a Europa devem continuar a coordenar os seus esforços e a apoiar o processo para obter a libertação das pessoas detidas”, disse Tikhanovskaya num vídeo em inglês. Segundo a mesma, trata-se de “centenas” de pessoas.
Os países ocidentais tinham adotado sanções contra a Bielorrússia após a repressão do movimento de protesto de 2020, que contestava a reeleição do Presidente Alexander Lukashenko, no poder desde 1994. Outras sanções foram impostas após o início da invasão russa da Ucrânia em 2022, uma vez que Moscovo utilizou o território bielorrusso como base de apoio para lançar este ataque de grande escala.
Minsk realizou várias vagas de libertação de presos políticos nos últimos anos, soltando, inclusive, figuras do movimento de protesto como Maria Kolesnikova e o prémio Nobel da Paz Ales Bialiatski.
No entanto, as ONG de defesa dos direitos humanos afirmam que o Governo bielorrusso continua a prender outros dissidentes. A repressão na Bielorrússia levou centenas de milhares de pessoas a fugir do país, principalmente para a vizinha Polónia e para os países bálticos.
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