Para o eurodeputado, o discurso foi marcado por temas de “política de confrontação e de guerra e de favorecimento do negócio bilionário” de quem “acumula lucros com a produção de armamento e com a morte”.
Segundo João Oliveira, a líder do executivo comunitário desprezou “completamente problemas e dificuldades que os povos estão a enfrentar neste momento, um pouco por toda a União Europeia”, exemplificando com o aumento dos combustíveis e da eletricidade.
“A presidente da Comissão Europeia não dá nenhuma perspetiva de haver um euro da União Europeia para apoiar os povos no confronto com essas dificuldades, mas, ao mesmo tempo, vem gabar-se de, nos últimos cinco anos, ter aumentado 80% as despesas com gastos militares”, criticou, em declarações aos jornalistas na sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo, França.
De acordo com o eurodeputado, é difícil construir um futuro que não seja de guerra quando se “faz esta política de promoção do militarismo”.
Por isso, João Oliveira defende ser preciso “pôr como primeira prioridade a resposta aos problemas sociais e económicos dos povos da União Europeia e garantir, no plano político e diplomático, uma política que seja coincidente com os interesses dos povos”.
Caminho que deverá passar, na sua opinião, por procurar efetivamente o fim do conflito na Ucrânia.
“Nós discutimos, nesta sessão plenária, um relatório que diz que a Ucrânia será o terreno de teste das novas armas que vão ser produzidas pelo complexo industrial militar dentro da União Europeia. Eu pergunto: a perspetiva da União Europeia é contribuir para o fim do conflito ou estender o conflito?”, questionou, reiterando ser crucial “romper com esta política”.
No seu discurso, a presidente da Comissão prometeu mais apoio à Ucrânia, reforçando a ajuda humanitária no inverno, e o desenvolvimento, em conjunto com Kyiv, de um sistema antimíssil alternativo ao dos EUA e consolidando as sanções à Rússia.
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