Um homem foi detido, no domingo, depois de ser responsável, por, pelo menos 16 mortes nos últimos três meses. Confrontando pela polícia brasileira o suspeito Jorlan Lopes da Silva disse que ao longo da sua vida matou cerca de 80 pessoas, um “número muito expresso” ainda não confirmado pelas autoridades. Suspeito, de 33 anos, foi detido após ser tramado por um vestido – que usava para escapar aos agentes.
De acordo com o que explica o g1 esta quarta-feira, o homem estava em fuga desde 1 de agosto, na sequência de um duplo homicídio em Rio Tinto, no estado da Paraíba.
Apesar de ter conseguido fugir, a polícia suspeitava de que o homem estava escondido numa comunidade em Cabedelo, no mesmo estado. Com uma operação montada, a detenção aconteceu no domingo, quando o vestido que usava para estar disfarçado dos agentes descolou, exibindo uma tatuagem que permitiu que a polícia o identificasse. O homem, que usava uma peruca com cabelo comprido, sandálias e tinha as unhas pintadas, já tinha passado pelos agentes – mas estes não o tinham identificado.
Da primeira vez, passou com uma criança de dois anos ao colo, que não era da sua família e sobre a qual as autoridades ainda não deram detalhes – nem sobre o seu estado de saúde. Da segunda vez, Jorlan Lopes da Silva deixou a criança na casa onde estava, trazendo depois uma arma, que foi apreendida.
A operação de vigilância durou dois dias, depois de as autoridades terem percebido onde estava o suspeito, que quando foi interrogado disse também que o primeiro crime tinha cometido foi aos 13 anos. Ao longo da sua vida, esteve detido cerca de seis anos, segundo o g1, que adianta que Jorlan Lopes da Silva saiu da prisão em maio deste ano.
Já na segunda-feira, o homem foi transferido para João Pessoa, uma cidade maior no mesmo estado e as autoridades estão agora a investigar o número de mortes admitidas pelo suspeito, por forma a confirmá-las. “É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, referiu o delegado Douglas Garcia.
As autoridades brasileiras referiram ainda que Jorlan Lopes da Silva está relacionado com uma fação criminosa com origem no Rio de Janeiro, a qual não é identificada. A fação atua também no estado da Paraíba e a comunidade onde este estaria escondido estava também relacionada com a fação criminosa. A investigação feita a longo das últimas semanas permitiu rastrear os deslocamentos do grupo, sem nunca identificar onde o suspeito estava – até domingo.
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