“Mesmo discordando da sua visão para a cidade, admirava-lhe a persistência e a tranquilidade com que debatia ideias opostas às suas”, escreveu Hélder Sousa na sua página de Facebook.
Nuno Cardoso voltou a candidatar-se à Câmara do Porto, em 2025, pelo movimento Porto Primeiro (coligação NC/PPM).
“Fomos adversários nas últimas eleições autárquicas, numa altura em que queríamos que o Porto fosse diferente: ele de uma maneira e eu (e a candidatura do Livre) de outra”, destacou.
Confessando que soube da morte de Nuno Cardoso com “muita tristeza”, Hélder Sousa lembrou que conheceu o ex-autarca em 2000, numa altura em que o Porto prometia ser diferente.
“O acaso e a cidade pequena fez com que conversássemos várias vezes ao longo dos anos: sobre o Porto, mas também sobre comida, sobre teatro e outras banalidades”, assinalou.
O antigo presidente da Câmara do Porto Nuno Cardoso morreu esta madrugada aos 64 anos, no Hospital de Santo António, no Porto, confirmou hoje à Lusa fonte próxima do ex-autarca, que liderou a cidade entre 1999 e 2002.
Engenheiro de profissão, Nuno Cardoso chegou a presidente de câmara ao substituir Fernando Gomes, que tinha sido eleito pelo PS e saiu para o Governo, e encabeçou várias pastas determinantes para a cidade, incluindo a Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura e a Metro do Porto.
Nuno Cardoso, nascido no Peso da Régua, no distrito de Vila Real, foi também professor universitário na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), presidente da Águas do Douro e Paiva.
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