De acordo com a Agência Nacional de Informação (ANI), apesar do cessar-fogo em vigor, nove pessoas morreram num ataque que destruiu um edifício residencial de três andares na aldeia de Kfar Remmane, e dois socorristas — cujo carro foi atingido — na mesma localidade.
Na noite de domingo, o Exército israelita ordenou aos residentes de uma zona da localidade de Deir Zahrani, no sul do Líbano, que abandonassem os locais de residência anunciando ataques contra uma base do grupo armado Hezbollah (Partido de Deus).
Após o “lançamento de um drone explosivo” pelo Hezbollah em direção às forças israelitas, o Exército informou — numa mensagem em árabe através das redes sociais — que iria atacar um local pertencente à organização.
A estação de televisão do Hezbollah, Al-Manar, relatou posteriormente um ataque aéreo israelita contra Deir Zahrani, uma aldeia no distrito de Nabatiyeh, situada a cerca de 20 quilómetros da fronteira com Israel.
O Hezbollah lançou em março ataques contra Israel em apoio ao Irão.
As represálias israelitas fizeram 4.300 mortos, segundo as autoridades de Beirute.
Embora as hostilidades tenham diminuído desde junho, na sequência de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão e de um acordo entre o Líbano e Israel, o Exército israelita mantém operações no sul, onde ainda ocupa uma faixa fronteiriça de cerca de 10 quilómetros.
Na quinta-feira passada, Israel anunciou ter assumido o controlo de zonas da região montanhosa de Ali Taher, que servia de posição estratégica para o Hezbollah.
O movimento libanês não confirmou a informação.
Após os últimos ataques de Israel, o Presidente libanês, Joseph Aoun, instou Washington e a comunidade internacional a parar as ofensivas israelitas, denunciando um “agravamento perigoso” da situação.
Novas negociações entre as autoridades libanesas e israelitas são esperadas para breve, embora não tenha sido anunciada qualquer data.
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