O principal concurso mundial de fotografia de vida selvagem, “Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano”, arrancou a sua 62.ª edição com um “pequeno vislumbre” das 100 imagens vencedoras de 2026. O conjunto completo será apresentado numa exposição no Museu de História Natural, em Londres, no Reino Unido, a partir do dia 16 de outubro.
“A exposição irá destacar imagens inspiradoras e impactantes do nosso mundo natural, selecionadas de um número recorde de mais de 65.000 candidaturas e avaliadas anonimamente com base na sua criatividade, originalidade, excelência técnica e nas histórias, muitas vezes comoventes, que contam, por um painel internacional de jurados especialistas nas áreas da fotografia de vida selvagem, cinema, ciência e conservação”, salientou o Museu de História Natural, num comunicado emitido na quarta-feira.
Entre as imagens recém-divulgadas encontram-se a fotografia de um urso polar da perspetiva de uma foca, enquanto olha para um buraco de respiração no gelo marinho do Ártico, da autoria de Audun Rikardsen. Submetida por Jack Crockford, a silhueta de um andorinhão a fazer eco num avião que se aproxima do Aeroporto de Heathrow, em Londres, também foi destacada, assim como a imagem captada por Jens Cullmann, que se colocou ao nível dos olhos de um sapo-touro africano que se lançou em direção a uma borboleta babul africana – e falhou o alvo.
“Todos os anos penso que as candidaturas ao nosso concurso não podem ser melhores… e todos os anos vejo que estou enganada! Selecionada a partir de um número recorde de 65.403 imagens, esta antevisão apresenta apenas uma pequena amostra das 100 fotografias incríveis que aguardam os visitantes da nossa exposição em outubro. Estas imagens abrem caminho para uma apreciação e um compromisso mais profundos com o nosso mundo natural”, apontou a presidente do júri, Kathy Moran.
Já o diretor do Museu de História Natural, Doug Gurr, considerou que estas fotografias “verdadeiramente extraordinárias, selecionadas de um leque global de 121 países e territórios”, oferecerem “aos visitantes uma oportunidade rara de vivenciar as maravilhas do nosso planeta através dos olhos de alguns dos fotógrafos mais talentosos do mundo”.
“Numa altura em que a natureza está sob mais pressão do que nunca, estas fotografias lembram-nos tanto o que está em jogo, como o que vale a pena proteger. Será impossível sair daqui sem sentir um renovado sentimento de admiração pelo nosso incrível planeta”, complementou.
Já o CEO do patrocinador principal do concurso, Bill Huffman, sublinhou que “cada trabalho apresenta uma perspetiva única e desafia-nos a refletir sobre temas poderosos, incluindo os laços entre a natureza e a humanidade”.
“Estamos igualmente orgulhosos de continuar a nossa parceria com o Museu de História Natural, uma instituição britânica de renome cujo trabalho tem inspirado gerações a aprofundar a sua compreensão do mundo vivo e do seu lugar nele. Juntos, honramos o poder da narrativa para despertar a curiosidade, inspirar a responsabilidade e fomentar uma maior apreciação pelo planeta que todos partilhamos”, disse o representante da Nuveen.
Os vencedores das categorias e os prémios “Grand Title” e “Young Grand Title” serão anunciados na terça-feira, 13 de outubro de 2026, numa cerimónia que terá lugar no Museu de História Natural. A exposição decorre até domingo, dia 11 de julho de 2027, e os bilhetes já estão à venda. Arrancará, depois, uma digressão pelo Reino Unido e a nível internacional.

De língua descaída e olhos salientes, Jinny é “o cão mais feio do mundo”
Jinny Lu, uma pug de seis anos, foi eleita “O Cão Mais Feio do Mundo” na 50.ª edição do concurso, realizado em Santa Rosa, na Califórnia, EUA. Esta foi a quarta participação da cadela, que já tinha conquistado o segundo lugar na edição de 2025.
Márcia Guímaro Rodrigues | 23:49 – 15/08/2026



