No 2.º trimestre de 2026, o Índice de Custo do Trabalho (ICT) registou um acréscimo homólogo de 5,4%. No trimestre anterior, tinha aumentado 5,3%, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira.
Já os custos salariais (por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 5,4% e os outros custos (também por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“A evolução homóloga do ICT resultou também da conjugação do acréscimo de 4,9% no custo médio por trabalhador e do decréscimo de 0,4% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador”, nota o INE.
Além disso, “o acréscimo do custo médio por trabalhador foi transversal a todas as atividades económicas, tendo os aumentos sido maiores na Construção (6,5%) e menores na Administração Pública (4,4%)”.
“Com exceção dos Serviços, que apresentaram um acréscimo igual ao do trimestre anterior, as restantes atividades registaram aumentos menores. As horas efetivamente trabalhadas por trabalhador diminuíram em todas as atividades económicas, com os Serviços a registarem a maior redução (-0.6%) e a Indústria e a Construção a menor (-0.1%). Em resultado destas variações, o ICT aumentou em todas as atividades económicas, tendo o maior acréscimo sido observado na Construção (6,7%)”, é ainda explicado.
Ainda no 2.º trimestre de 2026, os custos salariais aumentaram 6,7% na Construção, 5,8% nos Serviços, 5,2% na Indústria e 4,9% na Administração Pública.
“O acréscimo homólogo nos Serviços foi maior do que o registado no trimestre anterior (tinha sido 4,5%) e menor do que o do trimestre anterior na Indústria (6,2%), na Administração Pública (5,4%) e na Construção (7,1%)”, sublinha o INE.
Já os custos não salariais registaram aumentos de 6,6% na Construção, 5,5 % nos Serviços e 4,8 % na Indústria e na Administração Pública.
Por sua vez, o acréscimo homólogo nos Serviços foi maior do que o observado no trimestre anterior (4,5%) e menor do que o do trimestre anterior na Indústria (6,2%), na Administração Pública (5,4%) e na Construção (7,1%).
[Notícia atualizada às 11h13]
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