“O Porto e Norte de Portugal encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6,87 milhões de dormidas e 3,67 milhões de hóspedes, correspondendo a crescimentos de 5,4% e 4,8% face ao período homólogo”, pode ler-se hoje num comunicado enviado às redações pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal, que salienta que “os proveitos globais dos estabelecimentos de alojamento atingiram 526,6 milhões de euros, mais 5,6%”.
Para a instituição liderada por Luís Pedro Martins, “o significado destes números percebe-se melhor à escala nacional”, uma vez que “Portugal registou 36,85 milhões de dormidas no semestre, um acréscimo de 470,4 mil”.
“Destas, 352,5 mil — 74,9% — foram geradas no Porto e Norte, uma região que representa 18,6% do total de dormidas do país”, aponta, destacando que “no segmento internacional o contributo é ainda mais expressivo”, pois “o acréscimo de dormidas de estrangeiros no Porto e Norte foi de 220,7 mil, um valor superior ao acréscimo registado no conjunto do território nacional (214,8 mil)”.
Já no mercado interno, “a região captou 131,8 mil das 255,5 mil dormidas adicionais de residentes em Portugal, ou seja, 51,6% do crescimento nacional”.
O Turismo do Porto e Norte destaca ainda que “os proveitos (+5,6%) cresceram acima das dormidas (+5,4%), que por sua vez cresceram acima dos hóspedes (+4,8%)”, ou seja, “cada visitante permaneceu mais tempo e gerou mais receita”, sendo a qualificação da procura “visível na distribuição das dormidas por categoria hoteleira”.
“No primeiro semestre, as dormidas em unidades de cinco estrelas cresceram 10,8% e as de quatro estrelas 7,0%, enquanto as categorias de uma e duas estrelas recuaram 2,4%”, passando o segmento superior “a representar 63,7% das dormidas hoteleiras da região, contra 62,0% um ano antes”, e “a quota das cinco estrelas subiu de 16,6% para 17,5%”.
A estada média “registou uma subida ligeira, de 1,86 para 1,87 noites”, ao passo que “no conjunto do país, a estada média desceu no mesmo período, de 2,45 para 2,43 noites”.
“O prolongamento é transversal a quase todos os mercados internacionais. A Polónia (2,51 noites), o Reino Unido (2,39), o Brasil (2,23), os Estados Unidos (2,13) e o Canadá (2,23) aumentaram todos o número de noites por visitante”, pode ler-se no comunicado.
No primeiro semestre “as dormidas de janeiro a maio somaram 5,43 milhões, mais 47,7% do que no mesmo período de 2019 — um crescimento bastante superior ao registado pelo conjunto do ano”, é ainda referido.
É ainda destacado que “o crescimento do semestre não se concentrou no litoral nem na cidade do Porto”, pois “entre janeiro e maio, Terras de Trás-os-Montes foi a sub-região que mais cresceu em toda a região, com +7,8% de dormidas, seguida do Alto Minho, com +7,2% — ambas acima da média regional de 5,9% no mesmo período”.
Para o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, “o facto de Terras de Trás-os-Montes ter sido a sub-região que mais cresceu, e de o Turismo no Espaço Rural ter liderado o aumento de proveitos, revela a alma do modelo” que a instituição tem vindo a construir.
“Estamos muito satisfeitos com a estratégia que temos vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos, sendo que este desempenho é também o resultado de uma estratégia nacional que aposta numa melhor distribuição de turistas por todo o país, mais eventos internacionais e maior conectividade aérea”, refere.
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