O Rei jordano transmitiu ao Presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi, “a importância de intensificar os esforços para restaurar uma calma integral na região”, relatou a Corte Real Hachemita, uma instituição que atua como elo administrativo e político entre o Rei da Jordânia e as instituições políticas.
Durante a noite, ativos e instalações norte-americanos na Jordânia sofreram um ataque com mísseis, um episódio a que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ameaçando dar ao Irão “uma tareia brutal” após o “ataque surpresa”.
Diferentes infraestruturas dos Estados Unidos na região têm sido atacadas em resposta à intervenção das forças norte-americanas contra o Irão.
Na chamada telefónica com Al-Sisi, relatada pela agência espanhola Europa Press, Abdullah II também denunciou a situação que os palestinianos estão a atravessar na Cisjordânia, sublinhando que é necessário “parar as medidas unilaterais” das autoridades israelitas contra os palestinianos.
A situação na Cisjordânia agravou-se significativamente depois de quatro palestinianos e dois israelitas terem sido mortos numa série de confrontos com colonos na semana passada na província de Nablus, um incidente que levou Telavive a ordenar o aumento do contingente militar e a tomada de quatro campos de refugiados palestinianos.
A ONU afirma estar alarmada com os últimos anúncios do Governo israelita de que vai aumentar o número de colonatos e dos chamados “postos avançados” (assentamentos ilegais ao abrigo das leis de Israel e destinados a criar factos consumados no terreno que o executivo acaba por legalizar).
Os colonatos são considerados ilegais pelo Direito internacional.
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