“Hoje, no aeroporto de Lisboa, temos uma redução para metade dos tempos que tínhamos nas fronteiras”, declarou Miguel Pinto Luz durante a apresentação da estratégia aeroportuária para a região de Lisboa, no âmbito da apresentação do relatório técnico para o novo aeroporto de Lisboa.
O governante quis deixar um agradecimento público ao ministro da Administração Interna, sublinhando que o reconhecimento não resultava das circunstâncias políticas do momento, mas de uma questão de justiça.
“Ao meu colega de Governo Luís Neves, o nosso sincero obrigado. E digo o nosso em nome dos portugueses”, afirmou.
Pinto Luz recordou que as filas e os tempos de espera no controlo fronteiriço chegaram a ser um “embaraço nacional”, atribuindo a melhoria ao trabalho de várias equipas e, em particular, à liderança e à “capacidade de resolver” de Luís Neves.
Os constrangimentos agravaram-se durante a implementação do novo Sistema de Entrada/Saída da União Europeia, o EES, que substituiu os carimbos nos passaportes por registos digitais e recolha de dados biométricos. Em abril, a recolha de biometria chegou a ser suspensa nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro devido aos tempos de espera.
Para agilizar o processo, o aeroporto de Lisboa passou a contar com mais postos de controlo manual e portas eletrónicas e foi igualmente reforçada a presença policial.
Pinto Luz atribuiu a melhoria registada no aeroporto Humberto Delgado ao trabalho das equipas envolvidas, destacando a liderança e a capacidade de resolução demonstradas por Luís Neves.
“Era, de facto, um embaraço nacional”, recordou o ministro das Infraestruturas, sustentando que o aeroporto de Lisboa funciona atualmente melhor e presta um serviço mais eficiente aos passageiros, apesar dos constrangimentos provocados pelas obras em curso.
O ministro referiu que o aeroporto de Lisboa passou de cerca de 20 milhões de passageiros em 2012 para 36 milhões, uma evolução que aumentou a pressão sobre as infraestruturas e sobre os serviços de controlo fronteiriço.
Pinto Luz destacou igualmente a evolução do tráfego nos restantes aeroportos nacionais, indicando que o Porto passou de pouco mais de oito milhões de passageiros para cerca de 17 milhões, Faro de cinco para 10 milhões, o Funchal de 2,5 para cinco milhões e Ponta Delgada de 1,5 para três milhões.
Na mesma intervenção, o governante rejeitou que a apresentação dos investimentos aeroportuários fosse uma iniciativa de propaganda ou uma tentativa de “branquear” os últimos dois anos, defendendo que o objetivo era reforçar a transparência sobre o trabalho desenvolvido.
“É a tentativa de ser ainda mais transparente do que fomos nos dois últimos anos”, afirmou, considerando que Portugal está a viver “os maiores investimentos de sempre” nas infraestruturas aeroportuárias.
Pinto Luz atribuiu ainda ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, um papel que defende ser determinante na concretização destes projetos, destacando que “assume riscos todos os dias, que delega sem complexos, sem medos, sem receios” e tem como foco “um único propósito: Servir melhor os portugueses”.
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