Uma equipa especial do Ministério Público do país apresentou o pedido ao Tribunal Distrital Central de Seul, após ter indiciado Han pelo alegado papel na entrega, através de um intermediário, de um colar de luxo e de malas de marca a Kim, em julho de 2022, enquanto solicitava apoio para assuntos relacionados com a igreja, informou a agência de notícias local Yonhap.
Han também enfrenta acusações por coordenar a alegada entrega de 100 milhões de wons (cerca de 58 mil euros) ao deputado Kwon Seong-dong, que já tinha sido condenado a dois anos de prisão por receber os fundos de forma ilegal.
O Ministério Público afirma que Han procurou a ajuda de Kwon para obter favores para a sua organização, caso Yoon, então candidato presidencial pelo Partido do Poder Popular, vencesse as eleições de 2022, como acabou por acontecer, referiu a Yonhap.
A acusação contra Han surge um dia depois de o Supremo Tribunal sul-coreano ter confirmado as penas contra Yun Young-ho, ex-chefe da sede global da igreja, e contra o xamã Jeon Seong-bae, conhecido como Geonjin, por envolvimento na entrega de presentes de luxo a Kim.
Yun foi condenado a um ano e meio de prisão e Jeon a cinco anos.
Han, atualmente com 80 anos, que foi julgada sob prisão preventiva mas temporariamente libertada por motivos de saúde, negou as acusações e afirmou que Yun agiu por conta própria, segundo a Yonhap.
Han também está a ser investigada noutro processo devido a alegado envolvimento em subornos a políticos do partido no poder e da oposição.
A Igreja da Unificação, conhecida pejorativamente como “seita Moon”, é famosa pelos seus casamentos com grande afluência de público e pela influência política e económica a nível internacional.
Em junho deste ano, o Supremo Tribunal do Japão confirmou uma ordem de dissolução contra a organização religiosa, que ficou sob intenso escrutínio público depois de o autor do assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, em 2022, ter alegado ressentimento para com o grupo devido às doações feitas pela sua família.
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