Um homem que está a ser julgado pela morte de uma mulher no condado inglês de Cambridgeshire deu um mapa às autoridades para que estes conseguissem descobrir onde tinha enterrado os restos mortais. O agressor desmembrou a vítima, cortando o corpo em dez partes.
O crime aconteceu em janeiro do ano passado, tendo a mulher sido dada como desaparecida no final do mês, quando faltou a uma consulta.
Tanto agressor como vítima eram consumidores de drogas consideradas pesadas (que incluem cocaína, heroína, crack ou metanfetaminas, entre outras).
O julgamento decorre esta segunda-feira e contou com algumas declarações da procuradora, que contou que o agressor, Karl Hutchings, e a vítima, Julie Buckley, tornaram-se “amigos que passavam algum tempo juntos”, inclusive, consumido drogas. A vítima, de 55 anos, estava a morar na casa de Hutchings, de 48, e foi vista pela última vez a 28 de janeiro.
Hutchings começou por negar que tinha matado Buckley, mas depois, acabou por admitir que foi o responsável pelo crime, “porque ela o estava a roubar e a tentar convencê-lo de que ele estava louco”. Três meses antes o agressor tinha estado internado numa clínica psiquiátrica.
“Ele atingiu-a várias vezes até matá-la”, referiu a procuradora em tribunal, dando conta de que a vítima foi atingida 11 vezes na cabeça com um martelo. Quando a polícia chegou a casa de Hutchings percebeu que este tinha uma “grande mancha de sangue no sofá” e que faltava parte do tapete.
Depois de ser interrogado, Hutchings acabou por entregar um mapa à polícia por forma a que os agentes conseguissem encontrar os restos mortais, que estavam enterradas.
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