Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) podem optar pelo internamento em quarto particular, individual ou semiprivado, desde que a instituição ou serviço prestador tenha esse tipo de serviço adicional, de acordo com uma portaria publicada em Diário da República, que atualiza os valores destas opções. Afinal, quanto custa?
“A opção pelo quarto particular implica o pagamento dos seguintes acréscimos sobre os valores fixados para o internamento, a suportar pelo próprio utente ou por terceiro legal ou contratualmente responsável: a) Diária de quarto privado – 200 €; b) Diária de quarto semiprivado – 100 €“, pode ler-se no documento.
Já o “preço da diária de acompanhante em quarto particular, incluindo alojamento e pequeno almoço, é de 75 €“.
Ora, estes novos preços entram em vigor no “primeiro dia do mês seguinte à sua publicação”. Como a portaria foi publicada em junho, significa que estes novos preços arrancam já na quarta-feira, dia 1 de julho.
De acordo com o Correio da Manhã, que avançou com a notícia, os 200 euros que passam a ser cobrados pelo quarto privado representam um acréscimo de 50 euros face ao valor que é praticado atualmente.
Há mais de 3.500 pessoas internadas nos hospitais após alta clínica
O número de pessoas que continuam internadas nos hospitais após terem alta clínica ultrapassou as 3.500 no final do maio, anunciou o diretor executivo do SNS, reconhecendo a impossibilidade de resolver o problema a curto prazo.
Ouvido na comissão parlamentar de Saúde, a pedido da bancada do PS, Álvaro Almeida adiantou que, no final do último mês, as unidades locais de saúde (ULS) registavam 3.536 situações de altas proteladas, dos quais 1.339 por falta de resposta social ou familiar.
Recentemente, a ministra da Saúde adiantou que, no final de abril, 3.493 utentes com alta clínica permaneciam internados nos hospitais, um número que foi hoje atualizado pelo diretor executivo do SNS para os 3.536, ou seja, mais 43 no espaço de um mês.
Álvaro Almeida salientou que este número resulta do levantamento que a Direção Executiva do SNS (DE-SNS) fez em todos os hospitais públicos, com a “definição mais lata de protelamento de alta”, incluindo todos os casos que, do ponto de vista clínico, já podiam ter saído do hospital.
Nesse levantamento estão ainda 1.358 pessoas à espera de serem admitidas na rede nacional de cuidados continuados integrados, mas também 513 utentes que aguardam uma resolução ao abrigo do regime jurídico de maior acompanhado, entre outras situações.
Salientou ainda que “os números não devem ser comparados” quando partem de bases diferentes, numa referência ao último barómetro da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, que apontou para 2.800 internamentos inadequados nos hospitais.
“Os internamentos sociais, de certeza, que não os vamos resolver este ano, mas estamos a resolvê-los gradualmente”, assegurou Álvaro Almeida aos deputados, adiantando que, desde o início desde ano, já foram colocas 422 pessoas, ao abrigo de uma portaria de 2023 que prevê respostas sociais para estes casos, o que representa um aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2025.
“Há um aumento da capacidade de resposta que se tem observado desde a publicação da portaria que vai ajudar a minimizar o problema”, referiu o responsável da Direção Executiva do SNS.
Leia Também: “Insustentável”. Idas ao WC ou lanches ditam perda de salário no SNS24



