Organizados pelos estudantes, os protestos contra a corrupção têm abalado a Sérvia desde que 16 pessoas perderam a vida no desabamento, em novembro de 2024, da cobertura da estação ferroviária de Novi Sad, a segunda maior cidade do país.
Os apelos iniciais para uma investigação transparente transformaram-se em exigências para a realização de eleições antecipadas.
Em Kraljevo, os manifestantes não reagiram diretamente às declarações do Presidente sérvio, Aleksandar Vucic, mas afirmaram que a luta continua.
“A liberdade está próxima”, exclamou Nemanja Karovic, um professor de Belgrado, diante de uma multidão, a partir de uma tribuna instalada na praça principal.
“Os estudantes estão a ganhar. Sou um estudante, não um inimigo do Estado”, acrescentou Lazar Stevanovic, do curso de Agricultura.
Aleksandar Vucic, que domina a cena política sérvia há mais de uma década, acusou repetidamente os manifestantes de serem agentes estrangeiros que procuram derrubar o Governo.
“Só serei Presidente por mais algumas semanas, depois demitir-me-ei”, declarou no sábado, sem dar mais detalhes nem fixar uma data para eventuais eleições.
Há vários meses que o dirigente também tem vindo a lançar a ideia de eleições antecipadas e de uma possível saída da Presidência, com Belgrado a fervilhar de rumores de que estaria a ponderar tentar voltar a ser primeiro-ministro.
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