Reza a sabedoria popular que “casa roubada, trancas à porta”. E a verdade é que, não raras vezes, é mesmo assim: só depois de as coisas acontecerem é que providenciamos medidas no sentido de evitar que se repitam. Mas e se tivéssemos agido antecipadamente e acautelado essas situações? Teríamos, muito provavelmente, mais a ganhar do que (por vezes literalmente) ter de correr atrás do prejuízo.
Falamos de uma variedade de circunstâncias em que este raciocínio pode aplicar-se, mas em particular de intempéries que, pela sua natureza imprevisível, podem ocorrer a qualquer momento com consequências cujo impacto pode ser verdadeiramente catastrófico. A prevenção e a gestão de riscos naturais são, pois, essenciais para proteger pessoas, casas e património, e todos podemos (devemos!) estar mais preparados. Jogar pelo seguro pode realmente fazer a diferença, sendo que a primeira linha de defesa está no conhecimento, na prevenção e na adoção de comportamentos responsáveis.
Com este paradigma presente, existem planos de prevenção que as seguradoras disponibilizam, como é o caso da Allianz, que ajudam os clientes a saber exatamente como agir:
Plano de Prevenção em caso de Tempestade
Plano de Prevenção em caso de Ventos Fortes
Plano de Prevenção em caso de Inundações
Plano de Prevenção em caso de risco de Incêndio
Estes conteúdos estão disponíveis no site da Allianz e são igualmente partilhados com os clientes em situações de risco, funcionando como guias práticos de atuação.
Mas, afinal, qual é a diferença entre risco, perigo e prevenção? Estando interligados, os conceitos acabam por confundir-se. O perigo é a origem de um potencial dano, enquanto o risco é a probabilidade de esse dano se confirmar, considerando a exposição ao perigo. Já a prevenção consiste nas medidas adotadas para reduzir ou controlar o risco.
Os principais riscos naturais em Portugal
Voltando aos fenómenos meteorológicos extremos, temos exemplos recentes em Portugal, como a sucessão de tempestades que atingiu o país em fevereiro passado, tendo deixado um rasto de destruição sobretudo na Região Oeste. Isto, para não mencionar os incêndios que todos os verões devastam o território de Norte a Sul. 2025 foi o segundo pior ano da década em área ardida no território nacional, sendo que o ano de 2017 permanece marcado na memória coletiva pela tragédia nacional em dose dupla – em junho em Pedrógão Grande, e em outubro na Região Centro.
Além disto, é sabido também que Portugal, dado o seu posicionamento na placa tectónica, está particularmente exposto ao risco sísmico – recorde-se o grande sismo de 1755 que quase aniquilou Lisboa. E os especialistas são perentórios: um evento com estas características irá repetir-se, só não se sabe quando.
Os principais riscos a que o país está sujeito são precisamente incêndios rurais e urbanos; cheias e inundações; tempestades e fenómenos extremos de vento; e sismos. Olhemos mais pormenorizadamente para cada um.
1. Incêndios rurais e urbanos
São provocados por temperaturas elevadas, seca, vento forte e também por ação humana (negligência ou fogo posto).
São mais frequentes no Interior Centro e Norte de Portugal, especialmente em áreas florestais.
Causam destruição de florestas e habitats naturais; danos em habitações e infraestruturas; perda de vidas humanas e animais; e poluição do ar.
2. Cheias e inundações
Resultam de chuvas intensas, rios que transbordam ou incapacidade dos sistemas de drenagem.
São mais frequentes nas zonas ribeirinhas e áreas urbanas de grandes cidades, bem como nos vales dos rios.
Provocam estragos em casas, estradas e veículos; interrompem serviços e transportes; para além do risco para a segurança das populações e das perdas económicas.
3. Tempestades e fenómenos extremos de vento
São causados por depressões atmosféricas, diferenças de pressão e massas de ar instáveis.
Afetam mais o Litoral português e regiões montanhosas, onde o vento pode atingir maior intensidade.
São responsáveis por queda de árvores e estruturas; danos em edifícios; cortes de eletricidade e de comunicações; perturbações nos transportes.
4. Sismos
São provocados pelo movimento das placas tectónicas e pela libertação de energia acumulada no interior da Terra.
O Sul de Portugal, a região de Lisboa e o arquipélago dos Açores são as zonas mais expostas ao risco sísmico.
Causam o colapso de edifícios e infraestruturas; feridos e vítimas mortais; interrupção de serviços essenciais e agravam a possibilidade de tsunamis em zonas costeiras.
No antecipar é que está o ganho
© Allianz
Para qualquer um destes riscos naturais, há pequenas ações no dia a dia que podem gerar um grande (e positivo) impacto.
A preparação da casa – limpeza de terrenos, manutenção de telhados, sistemas de drenagem – é uma delas, assim como a adoção de comportamentos preventivos antes, durante e após eventos extremos, ou o acompanhamento atento de avisos das autoridades (IPMA, Proteção Civil, Governo, Presidência da República, etc.).
Os seguros funcionam como um mecanismo de proteção financeira, sendo essencial conhecer as coberturas que contemplam. Prevenção e proteção devem, portanto, complementar-se: uma não exclui a outra e, pelo contrário, devem coexistir, mitigando assim as consequências que determinados fenómenos naturais podem acarretar.
A tecnologia pode ainda ter uma importante palavra a dizer no que à antecipação na prática diz respeito. E também a nível tecnológico a Allianz tem vindo a reforçar soluções que permitem antecipar riscos e proteger melhor os clientes, designadamente através da iniciativa NAT CAT (Natural Catastrophes), que monitoriza fenómenos atmosféricos extremos e permite emitir alertas preventivos personalizados aos clientes, sempre que existe risco relevante nas suas zonas de residência. Nesta página, é explicado como funcionam estes alertas e de que forma ajudam os clientes a agir atempadamente, reduzindo potenciais danos.
A segurança é um dos maiores ativos que podemos ter – e que podemos proporcionar aos nossos – e em circunstância alguma deve ser negligenciada. Não se esqueça: preparar hoje pode fazer toda a diferença amanhã.



