Luís Montenegro falava no arranque do 43.º Congresso do PSD, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).
“Foi a terceira vez que me elegeram presidente, quase que me apetece dizer: vocês já sabem o que a casa gasta, não tomaram essa decisão por engano: Eu estou tudo menos preocupado com o meu futuro político, sabem que eu sou de assumir o risco, de ousar de sonhar, não sou de me intimidar”, avisou, sem esclarecer os destinatários desta mensagem que parece ser dirigida a críticos internos.
O presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou que tal não é dito “com arrogância ou soberba”, mas com “desprendimento e sentido de dever”.
“Nós não governamos por causa das eleições, mas a causa de ganharmos eleições é governarmos bem. Nós não somos os donos da verdade, mas nós temos a obrigação de executar o nosso compromisso, o nosso projeto, o nosso programa, porque foi essa a responsabilidade que nos foi dada pelas pessoas”, afirmou numa frase que faz lembrar outra do antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho, “que se lixem as eleiçoes”.
“Estamos aqui para cumprir a nossa missão de levarmos o país para a frente, com firmeza, sem ceder a nenhum tipo de pressa”, acrescentou Montenegro.

“Como se viu, as oposições vibram com politiquice e destratam a mudança”
O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, acusou os partidos da oposição de vibrar “com politiquice” e destratar “a mudança”, na sequência do chumbo da proposta da lei laboral apresentada pelo seu Executivo, na sexta-feira.
Daniela Filipe | 11:51 – 20/06/2026



