O ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, vai promover uma reunião quadrilateral com os seus pares da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, da Turquia, Hakan Fidan, e do Paquistão, Ishaq Dar.
Inicialmente, a reunião estava planeada para a cidade turística de El-Alamein, no norte do país.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, o objetivo do encontro é discutir os desenvolvimentos regionais e questões relacionadas com a paz, a segurança e a estabilidade, após a assinatura do acordo de paz preliminar pelos Estados Unidos e Irão.
Este entendimento encontra-se porém ameaçado pela continuação dos confrontos entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, no Líbano.
O Paquistão tem liderado os esforços de mediação entre Teerão e Washington e contado com o apoio dos países que se vão reunir no domingo na capital egípcia.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos quatro países reuniram-se pela última vez em abril, à margem de um fórum diplomático realizado na cidade turca de Antalya.
O anúncio do encontro no Cairo surge após o adiamento por tempo indeterminado das negociações na Suíça, que visavam dar início ao diálogo entre Estados Unidos e Irão, com um prazo de 60 dias, para alcançar um acordo de paz definitivo.
O memorando de entendimento, assinado esta semana eletronicamente pelo Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e pelo homólogo norte-americano, Donald Trump, estipula a cessação das hostilidades, incluindo no Líbano, onde Israel lançou hoje uma das suas vagas mais mortíferas de bombardeamentos, provocando pelo menos 47 mortos e quase 100 feridos, de acordo com as autoridades de Beirute.
Israel tinha anteriormente anunciado a morte de quatro soldados, já depois do acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão.
As agências internacionais Associated Press e France-Presse, bem como a imprensa israelita, noticiaram hoje à tarde, citando fontes norte-americanas e regionais, que Israel e Hezbollah aceitaram uma trégua no Líbano, mas as partes ainda não confirmaram o acordo e os relatos de confrontos prosseguem.
O memorando de entendimento fechado esta semana entre Estados Unidos e Irão prevê que a integridade territorial libanesa deve ser garantida, referindo-se à presença no sul do país de tropas de Israel, que tem expressado oposição ao acordo de paz com Teerão e à retirada militar do país vizinho.
A continuação das hostilidades entre Israel e o Hezbollah, em plena fase final das negociações preliminares com o Irão, levou Donald Trump a manifestar publicamente desapontamento com o aliado israelita.
Além do fim imediato das hostilidades, o texto prevê a reabertura do tráfego marítimo no estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval norte-americano aos portos do Irão, que está desde já autorizado a retomar as vendas de bens petrolíferos.
Durante dois meses, as partes vão prosseguir as negociações com vista a um acordo de paz final, centradas no programa nuclear iraniano e no destino do seu urânio enriquecido, em troca do levantamento de sanções, libertação de fundos congelados no exterior e um fundo de 300 mil milhões de dólares (260 mil milhões de euros) para a reconstrução do país.
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