Ao proferir na Catedral Nacional de Washington o elogio fúnebre do histórico senador da Carolina do Sul, falecido a 11 de julho aos 71 anos vítima de doença cardíaca, Trump recordou o seu aliado como uma figura maior da política norte-americana.
“Faleceu no auge da sua carreira, no ápice do seu poder, como uma lenda”, disse Trump na homenagem, em que participaram o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, com quem Graham estabeleceu relações de proximidade.
“Através da força das suas convicções inabaláveis, do poder da sua personalidade magnética e da bondade da sua alma nobre, Lindsey ascendeu de uma pequena cidade rural na Carolina do Sul — um lugar que tanto amava — para se tornar um pilar constante dos mais altos escalões da política norte-americana”, acrescentou Trump.
Graham foi um defensor acérrimo da Ucrânia após a invasão russa, advogando mais ajuda a Kiev e mais sanções contra Moscovo, além de um fervoroso apoiante de Israel.
Na altura do anúncio da morte, Trump saudou Lindsey Graham como “uma das maiores pessoas e senadores” que conheceu e ordenou que as bandeiras norte-americanas fossem colocadas a meia haste em todo o país durante vários dias.
Também hoje, na Fox News, o Presidente norte-americano defendeu o senador como alguém que “francamente, amava a guerra”.
“Nunca viu uma guerra de que não gostasse”, afirmou Trump.
O Pentágono iniciou hoje o processo de renomeação da Base Conjunta de Charleston, na Carolina do Sul, em homenagem a Graham, também veterano da Força Aérea.
De acordo com um memorando interno do secretário da Força Aérea, Troy Meink, citado pelos meios de comunicação locais, est em curso a mudança do nome da instalação para Base Conjunta Lindsey Graham.
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a iniciativa numa publicação nas redes sociais.
A decisão foi justificada por Meink com as “décadas de serviço distinto” de Graham no Congresso e na Força Aérea.
“A dedicação de toda a vida do senador Graham às Forças Armadas foi marcada pelo seu próprio serviço militar e pelo seu serviço público tanto no Senado como na Câmara dos Representantes”, afirmou Meink.
Graham serviu durante 33 anos na Força Aérea, alcançando o posto de coronel, além de ter desempenhado durante vários anos as funções de advogado do ramo, tanto no seu país como no estrangeiro.
A decisão faz parte de uma campanha lançada pelo Pentágono, desde o regresso de presidente Donald Trump à Casa Branca, para renomear vários navios e instalações militares.
As cerimónias fúnebres de Graham começaram hoje com uma homenagem em Washington, com o vice-Presidente, JD Vance, a recordar que o falecido senador “amava pessoas de todas as origens”.
“Era impossível não amar Lindsey Graham como ser humano e, claro, como senador”, disse JD Vance, sob a cúpula do Capitólio, durante a homenagem.
Graham fez campanha durante anos a favor da intervenção militar contra o Irão e viu o conflito desencadeado pelos Estados Unidos ao lado de Israel, em fevereiro, como uma grande vitória.
Eleito pela primeira vez para a Câmara dos Representantes em 1994, Lindsey Graham entrou para o Senado em 2002 e foi sucessivamente reeleito desde então.
Contrário ao aborto, ocupou cargos muito influentes na câmara alta, como presidente da comissão orçamental.
Graham será sepultado na quarta-feira na Carolina do Sul, num enterro privado reservado à família e amigos próximos.
Leia Também: Cerimónias fúnebres de senador Lindsey Graham começam em Washington



