Francisco Rodrigues dos Santos usou a antena da CNN, onde é comentador, para tecer algumas criticas, ainda que de forma jocoza, a Sebastião Bogalho, pela sua participação no Congresso do PSD e pelo facto de ter sido eleito novo porta-voz do partido.
O antigo líder do CDS começou por considerar que Sebastião Bugalho “deu um tiro no pé em nome do PSD”, em comentários relacionados com a imigração onde chegou a instar “o grupo parlamentar do PSD, não em Bruxelas, mas aqui, para intimar ex-líderes socialistas para justificar o que disse ser um aumento sem precedentes de imigração”, afirmou, considerando ainda que Bugalho deu “um tiro no pé em nome do PSD”, em comentários relacionados com a imigração.
Nesse sentido, e em seguida, ele próprio disse estar na dúvida se o eurodeputado do PSD “é um caso de imigração ou emigração porque ora está em Bruxelas, ora está cá”.
Porto isto, e em referência ao facto de agora conciliar o cargo de eurodeputado com o de porta-voz do PSD, Francisco Rodrigues dos Santos levantou dúvidas se as duas tarefas são compatíveis.
Dito isto lembrou que a “ubiquidade ainda não foi inventada” e considerou que Sebastião Bugalho “não pode fazer bem o papel de eurodeputado nem de porta-voz do PSD ao mesmo tempo”.
Recorde-se que Sebastião Bugalho é agora vice-presidente e porta-voz do PSD e garantiu que, apesar de não saber qual será o “futuro imediato” da nova função, não hesitará em travar um combate.
O Partido Social Democrata (PSD) ganhou três novos vice-presidentes no último congresso, que decorreu a 20 e 21 de junho, e, entre eles. Sebastião Bugalho é um deles e diz que aceitou a função “com o mesmo sentido de responsabilidade” com que aceitou o “último desafio” que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, lhe colocou.
“Eu aceitei essas funções com o mesmo sentido de responsabilidade com que aceitei o último desafio que o sr. primeiro-ministro me tinha colocado para encabeçar a lista ao Parlamento Europeu, que é um espírito de serviço”, referiu.
O agora eurodeputado, militante do PSD desde 2024, garantiu que procura e “gosta” de ajudar Portugal, e asseverou: “E gosto cada vez mais de procurar ajudar o meu partido. Não sei o que será o futuro imediato dessa função, mas se for preciso travar um combate, eu lá estarei”.
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