No documento publicado hoje pelo centro de estudos britânico identificam-se 144 incidentes entre agosto de 2024 e fevereiro de 2026 em 13 países europeus e descreve-se a operação como uma “série de sucessos táticos para o Kremlin e um fracasso estratégico da defesa aérea aliada na Europa”.
Os países foram Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Noruega, Países Baixos, Polónia, Reino Unido, República Checa e Suécia.
Segundo o IISS, é provável que embarcações comerciais ligadas à Rússia, incluindo petroleiros da chamada “frota sombra”, cargueiros e navios de menor dimensão, tenham sido usados como plataformas móveis de lançamento de veículos aéreos não tripulados (UAV), designados normalmente como ‘drones’.
Esta vigilância foi feita junto a portos, aeroportos, infraestruturas energéticas e instalações militares europeias.
Alguns incidentes tiveram impacto direto nas populações civis, resultando em encerramentos repetidos de aeroportos em cidades como Bruxelas, Copenhaga, Munique, Oslo e Vilnius.
Entre as situações mais relevantes, o relatório destaca um incidente em fevereiro de 2026 envolvendo o porta-aviões nuclear francês Charles de Gaulle.
As autoridades militares suecas consideraram que um ‘drone’ neutralizado nas imediações do navio era de origem russa e terá sido lançado a partir do navio-espião ‘Zhigulevsk’, confirmando a utilização operacional de meios marítimos para este tipo de ações.
Outros incidentes registados na Alemanha, Dinamarca, Bélgica e Países Baixos também estarão ligados a lançamentos a partir de navios ligados à Rússia.
Segundo o relatório, nenhum governo europeu atribuiu publicamente os incidentes à Rússia nem reconheceu uma operação coordenada deste tipo sobre a Europa Ocidental e do Norte, embora desconfiem do Kremlin e admitam a espionagem em privado.
O IISS critica a resposta “fragmentada” e aponta lacunas nas capacidades militares existentes e as limitações na resposta a ameaças provenientes de meios marítimos.
Segundo os dados analisados, 48% das ocorrências tiveram lugar sobre instalações militares, 18% sobre aeroportos civis e 26% sobre infraestruturas críticas, incluindo portos e instalações energéticas.
A Alemanha registou o maior número de incidentes (58), seguida da Bélgica (25), Dinamarca (16), Países Baixos (9), França (8) e Reino Unido e Noruega (sete cada).
No caso da base aérea de Kleine-Brogel, na Bélgica, o relatório salienta que ali estão armazenadas armas nucleares dos Estados Unidos.
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