Segundo o procurador de Brest, Stéphane Kellenberger, a empresa, registada nas Ilhas Marshall, admitiu a culpa perante o tribunal de Brest, no oeste de França, no âmbito de um acordo judicial, tendo sido condenada por não registar legalmente a bandeira do navio e por se recusar a cumprir ordens das autoridades francesas.
De acordo com o magistrado, a multa de um milhão de euros já foi paga e a empresa comprometeu-se a obter “uma nova bandeira legal o mais rapidamente possível”, pelo que a detenção administrativa da embarcação será levantada, permitindo ao petroleiro abandonar as águas territoriais francesas.
O Tagor foi apreendido no final de maio pela Marinha francesa no oceano Atlântico.
Sob sanções dos Estados Unidos e da União Europeia, o navio mudou várias vezes de bandeira, chegando a navegar sob os registos de Madagáscar, das Ilhas Marshall e do Panamá.
Segundo as autoridades francesas, trata-se do quarto petroleiro da denominada “frota fantasma” russa intercetado por França desde setembro de 2025.
Estes navios são utilizados por Moscovo para continuar a exportar petróleo apesar das sanções impostas pelos países ocidentais após a invasão da Ucrânia.
Um quinto petroleiro, o Deliver, intercetado ao largo da costa da Sicília em 23 de junho, permanecia hoje imobilizado junto ao terminal petrolífero do porto de Marselha-Fos.
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